MÉDICO QUE ATIROU PEDRA EM BEBE FOI PRESO NOVAMENTE EM RESTAURANTE

O médico que atirou uma pedra contra um bebê de um ano durante uma discussão no Crato, Sul do Ceará, foi visto em um restaurante almoçando com a família e conduzido à Delegacia Regional de Juazeiro do Norte, neste domingo (10). Segundo a polícia, ele descumpriu medidas cautelares definidas no alvará de soltura. Já o advogado de defesa de Alcides Muniz Gomes de Matos Filho alega que “está havendo erro de interpretação". 


Ao determinar a soltura do médico na terça-feira de Carnaval, o desembargador Durval Aires Filho, do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), impôs aplicação de medidas cautelares como o monitoramento eletrônico por tornozeleira. No entanto, segundo o advogado de defesa Leandro Vasques, o equipamento ainda não foi instalado no médico “por questões burocráticas”. 


"Espontaneamente ele foi na Pirc e, por questões burocráticas, a tornozeleira não foi colocada. Foi tudo encaminhado e não colocaram. Disseram que ele aguardasse o comunicado oficial.” 

Ao ser visto no restaurante neste domingo (10) almoçando com a mulher e dois filhos, Alcides Filho foi conduzido à delegacia, onde prestou depoimento e deve ser liberado. 

Diogo Balbino, delegado plantonista de Juazeiro, reforçou que o médico foi conduzido à delegacia “porque estava num restaurante, quando a determinação do alvará de soltura manda ficar em casa no período de folga e final de semana”. 

O responsável pela instalação da tornozeleira foi chamado pelo delegado, e o equipamento deve ser colocado ainda neste domingo. 

'Confusão de interpretação'

No entanto, para o advogado de defesa do médico a situação foi “desarrazoada” já que, segundo Vasques, “há uma confusão de interpretação na decisão que os juízes de primeiro grau precisam enfrentar". 

“A decisão do Tribunal diz que ele não pode se ausentar da Comarca sem autorização, que é no Crato. Na mesma decisão, diz que ele tem que se recolher ao domicílio nos finais de semana e dias de folga. Ele mora em Juazeiro. Existem dúvidas acerca do limite da decisão da liminar. Dúvidas que apresentamos numa petição para que seja marcada audiência e implementadas as medidas de maneira mais clara”, alega a defesa. 

Vasques também diz que aguarda o despacho da petição pelo juiz. 

Ainda segundo o advogado, Alcides Filho também atua como médico na localidade de Belmonte, e a liminar não o proibiu de continuar trabalhando. "Esperamos tirar essas dúvidas numa audiência e estamos aguardando desde quinta-feira", reforçou. 

Discussão por dívida

O médico e empresário foi preso no último dia 28 de fevereiro, ficando recolhido na Penitenciária Regional do Cariri (Pirc), mas logo no início de março obteve um alvará de soltura. 

A agressão ao bebê ocorreu durante uma discussão entre ele e o pai da criança, que cobrava uma dívida de cerca de R$ 1 mil. O bebê sofreu traumatismo craniano, foi internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Maternidade São Vicente, em Barbalha, e passou por procedimentos cirúrgicos.

DN

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