ESTUDO DE 2010 APONTOU POSSIBILIDADE DA TRAGÉDIA DE BRUMADINHO

Uma dissertação de mestrado, defendida em 2010 na Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), analisou o potencial de liquefação na barragem da Vale que se rompeu no dia 25, em Brumadinho (MG).

Em sua conclusão, o estudo afirma que os rejeitos presentes na estrutura constituem materiais que tendem a exibir "susceptibilidade potencial a mecanismos de liquefação".

A dissertação também conclui que “em função de alguns procedimentos operacionais inadequados realizados nesta barragem”, diretrizes eram “recomendadas para aumentar a segurança”.

A mudança na característica física do rejeito, que se torna menos sólido e mais líquido, é conhecida como liquefação.

Quem é o autor do estudo?

O estudo foi feito por Washington Pirete da Silva, funcionário da Vale por mais de 20 anos, e orientado pelo professor Romero César Gomes.

Já no início do estudo, o autor alerta que a liquefação tem sido pesquisada “devido aos vários eventos catastróficos que ocorreram no mundo, resultando na perda de vidas humanas, enormes prejuízos econômicos e impactos ambientais irrecuperáveis”.

Esse fenômeno foi apontado como uma das possíveis causas para o colapso da estrutura da barragem de Fundão, em Mariana, que matou 19 pessoas.

Segundo a pesquisa, a barragem, que iniciou a operação em 1976, foi construída em várias etapas e por diversos projetistas e empreiteiros. Houve sucessivos alteamentos para montante. Na época, a estrutura se encontrava no nono.

G1

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