LÍDERES DE ESQUERDA DISCUTEM OPOSIÇÃO A BOLSONARO

A criação de um novo bloco de oposição no Congresso Nacional vem sendo discutida entre as principais lideranças de esquerda no País para enfrentar o futuro governo do presidente eleito Jair Bolsonaro. Os partidos PDT, PSB e PCdoB pretendem se unir na construção de uma nova oposição menos contestadora e mais propositiva. O PT ainda não confirmou se integrará o bloco.


O senador eleito Cid Gomes tem buscado apoio de senadores e partidos para a construção de um novo bloco, que segundo ele, “não será nem oposição sistemática e nem situação automática”.

Cid explicou que não está fazendo seleção de partidos, mas que tem buscado parlamentares e partidos que se identifiquem com a nova frente de oposição. “A gente tem procurado quem se identifica com esse comportamento de nem ser situação automática, que basta balançar a cabeça pra tudo que vir do executivo, mas que também não tenha uma postura de preconceito com qualquer iniciativa sendo contra tudo", disse.

Segundo o líder do PDT na Câmara, o tom entre as lideranças tem sido a “construção de uma frente de esquerda que faça um novo modelo de oposição”. “Queremos a união de partidos do campo democrático por projeto de desenvolvimento e união. A pauta aqui é o Brasil!”, disse.

O líder do PSB, deputado Tadeu Alencar (PE), sinalizou positivamente sobre a criação do bloco e informou que a nova oposição não pode ter apenas o papel de “contestação”.

“Não podemos deixar o circo pegar fogo e achar que esse é o papel que a sociedade espera de nós, temos que ser contributivo. As agendas vão vim, vamos ter que enfrentar uma pauta da reforma da previdência, daquilo que precisa ajudar o Brasil voltar a crescer”, declarou.

O parlamentar pernambucano alegou que não há um isolamento com o PT, mas apenas uma aproximação entre os partidos que querem contribuir com o Brasil. “Não tem isolamento do PT, se o PT quiser pensar como a gente ou qualquer partido será muito bem vindo”, disse.

O PCdoB ainda vem avaliando a integração no bloco, mas alguns parlamentares comunistas demonstraram interesse no que vem sendo apresentado pelas lideranças. Por uma rede social, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) informou que vem acompanhando o cenário e a posição das legendas frente ao governo de Jair Bolsonaro. Ele se reuniu com os líderes do PDT, PSB e PcdoB na Câmara e afirmou que a conversa foi “boa” e que houve diálogo positivo sobre “desafios para o campo popular e sobre a formação de bloco parlamentar”.

Divisão

O líder da oposição na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE) avaliou que a oposição precisa estar unida no futuro governo Bolsonaro e não dividida como pretendem alguns partidos. Ele ressaltou que o PT é o partido com maior bancada na Câmara e tem o dever de exercer uma oposição forte. "O PT saiu das urnas com uma força política que só ele sobreviveu, somos a maior bancada da câmara e o maior número dos governadores, a nossa tarefa é oposição ao Bolsonaro", disse. 

Guimarães ressaltou que o partido vem tentando buscar um diálogo com os partidos de oposição, especialmente com o PDT. “Na hora que for sentar com o PDT a gente conversa também, o que a gente não pode é ficar com exibicionismo político, deveríamos todos sentarem, respeitando a cada um para construir uma oposição forte no Congresso”, alegou. “É no mínimo estranho achar que vai formar bloco sem o PT”, alegou o petista.

Na avaliação do senador Paulo Paim (PT-RS), o PT e todos partidos de oposição precisam seguir uma linha em prol do Brasil. “A oposição precisa pensar no melhor para o País, tem que ser construtiva, fiscalizar, criticar quando tem que criticar e votar propostas que beneficiem o país. Espero que haja um entendimento de caminharmos juntos.”, declarou Paim.

DN

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