ÍNDICE DE ENTORPECENTES APREENDIDOS NO CEARÁ CAIU 50%

O quantitativo de drogas apreendidas no Estado do Ceará diminuiu. Conforme balanço da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), de janeiro a outubro de 2017, foram localizados, aproximadamente, 6.200 quilos de entorpecentes. Em igual período deste ano, o número de entorpecentes tirado das ruas totalizou 3.140.


As estatísticas disponibilizadas pela Pasta mostram que em um ano o montante de entorpecentes apreendidos reduziu 50%. Maconha permanece sendo o tipo de droga mais encontrada pelas forças vinculadas à SSPDS. Em seguida, cocaína e crack.

Os dados mostram que, em apenas dois meses do ano passado, a quantidade de maconha capturada é equivalente aos dez primeiros meses de 2018. Apesar da queda, o levantamento aponta que, em média, 10 quilos de drogas são localizados, por dia, no Ceará.

O último mês de outubro foi o período com maior número de apreensão de entorpecentes. Em 30 dias, foram recolhidos 532,37Kg. Uma das ocorrências de maior destaque envolvendo tráfico de drogas no mês passado foi a Polícia ter descoberto uma lanchonete de fachada para a comercialização do entorpecente.

Denúncias repassadas ao 13º Distrito Policial informaram que o estabelecimento era utilizado como ponto de encontro de traficantes e usuários, e funcionava durante 24 horas. A Polícia acompanhou a movimentação no local e flagrou o grupo em ação, no momento em que embalava a droga para comercialização. Duas pessoas foram presas. 

Motivação

Para um policial militar ligado ao Departamento de Inteligência da SSPDS, a redução no número de quilos apreendidos não significa que há menos drogas no Estado, e sim, que as autoridades vêm chegando menos aos traficantes responsáveis por armazenar os ilícitos em grandes quantidades.


O oficial recorda que a diminuição vem desde que a equipe da Divisão de Combate ao Tráfico de Drogas (DCTD) passou pelo escândalo da “Operação Vereda” e foi desmembrada. “A narcótico está travada. DCTD nunca se recompôs. Antes, levávamos muitas informações e eles faziam as operações. Agora, continuamos com as informações, repassamos mas não vemos resultados”, acrescentou o entrevistado, sob condição de ter sua identificação preservada.

De acordo com a SSPDS, a Divisão de Combate ao Tráfico passou por reestruturação e atua com novas equipes policiais em um trabalho especializado que requer apurações mais aprofundadas, com consequências que vêm a médio ou longo prazo.

Em nota, a Pasta destacou que apesar da redução nas apreensões, as mais de três toneladas recolhidas neste ano atingiram a parte financeira do tráfico no Estado: “É importante ressaltar ainda que as grandes quantidades de drogas apreendidas, no ano de 2017, são provenientes de investigações que demandaram mais tempo para alcançarem tais resultados”

De acordo com a SSPDS, a Divisão de Combate ao Tráfico passou por reestruturação e atua com novas equipes policiais em um trabalho especializado que requer apurações mais aprofundadas, com consequências que vêm a médio ou longo prazo.

DN

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