BOLSONARO E TEMER PROMETEM ENTROSAMENTO EM TROCA DE BASTÃO

Jair Bolsonaro e Michel Temer, que tiveram uma conversa privada, ontem, no Palácio do Planalto, prometeram marcar um novo encontro nas próximas semanas para discutir a pauta legislativa.


O presidente se mostrou favorável a apoiar propostas em tramitação defendidas pelo PSL e mudanças no texto orçamentário para 2019.

Temer convidou o presidente eleito a acompanhá-lo em viagens internacionais até o fim do seu mandato, como a cúpula do G20 no fim deste mês em Buenos Aires.

Em uma breve declaração conjunta à imprensa no Palácio do Planalto, Temer assegurou que a colaboração com Bolsonaro será "verdadeira", e se ofereceu a impulsionar no Congresso projetos que o seu sucessor considerar prioritários, antes de 1º de janeiro.

Ministra

Após a primeira reunião entre os dois desde a sua eleição, em 28 de outubro, o capitão reformado do Exército também anunciou a primeira ministra do seu futuro governo: a deputada federal Tereza Cristina da Costa, líder da bancada ruralista, à frente da Pasta de Agricultura. Também indicou que irá suprimir o Ministério do Trabalho, o que gerou críticas sindicais.

Com Tereza, são agora seis os ministros nomeados por Bolsonaro: Paulo Guedes no superministério de Economia, o juiz federal Sérgio Moro no de Justiça e Segurança Pública, o deputado Onyx Lorenzoni na Casa Civil, o astronauta Marcos Pontes em Ciência e Tecnologia, e o general do Exército na reserva Augusto Heleno em Segurança Institucional.

Supremo

Além de Temer, Bolsonaro se reuniu, ontem, com presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, que pretende consultá-lo antes de tomar algumas decisões. O objetivo é diminuir eventuais resistências do Congresso em propostas enviadas pelo Executivo. Em resposta, Toffoli concordou.

Ao falar sobre a gestão de Bolsonaro, o presidente do STF apontou três desafios que considera os principais do novo governo: Previdência, área fiscal e segurança pública. Ele propôs um pacto republicano, em que os diferentes poderes mantêm sua independência, mas atuam de forma harmônica, colaborando para soluções. Toffoli deu de presente a Bolsonaro uma edição comemorativa de 30 anos da Constituição de 1988.

Eles também falaram de futebol. Ambos torcem para o Palmeiras, que lidera o Campeonato Brasileiro com cinco pontos à frente do segundo lugar, o Internacional, faltando seis rodadas para o final.

"Vamos ser campeões este ano?", perguntou o presidente eleito. "Vamos ser campeões",respondeu Toffoli.

Governadores

Além de definir nomes para a Esplanada dos Ministérios, o presidente eleito está articulando apoios nos estados. Os 27 governadores eleitos e reeleitos vão se reunir, na próxima quarta-feira (14), em Brasília, com ele e Guedes. Em pauta, as prioridades econômicas para os estados.

O governador eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que a proposta da reunião foi apresentada por ele durante encontro com Bolsonaro e Guedes, no gabinete de transição, no Centro Cultural de Brasília (CCBB). Segundo o tucano, a reunião conta também com o apoio dos governadores eleitos do Rio, Wilson Witzel (PSC), e do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

Doria disse ainda que é favorável à proposta de Guedes para ser adotado o Pacto Federativo sustentado pelo programa de desestatização, que engloba projetos de concessão, parceria público-privada e privatização.

Cirurgia

Já a diplomação de Bolsonaro pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi antecipada para o dia 11 de dezembro, em vez do dia 19 como estava previsto, em função da cirurgia que ele terá que fazer no dia 12.

Dessa vez, para retirar a bolsa de colostomia que ele usa desde que recebeu uma facada, no início de setembro. Depois da cirurgia ele terá que ficar uma semana em repouso.

DN

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