FILHO DE BOLSONARO GANHA DESTAQUE NA FORMAÇÃO DO NOVO GOVERNO

Jair Bolsonaro é pai de cinco filhos: Flávio, 37, Carlos, 35, Eduardo, 34, Renan, 20, e Laura, 8. Os três mais velhos estão na política. O primeiro se elegeu senador pelo Rio de Janeiro. O segundo é vereador na capital fluminense. O terceiro foi eleito, em outubro, como o deputado federal mais votado da história, com mais de 1,8 milhão de votos. Com o início da fase de formação de governo, Eduardo se mostra uma voz muito influente nas decisões do presidente eleito, confirmando as expectativas de que o triunvirato (Flávio, Carlos e Eduardo) terá um papel bastante atuante nos rumos do Palácio do Planalto.


A escolha do embaixador Ernesto Henrique Araújo para comandar o Itamaraty representa uma vitória de Eduardo.Ele foi um dos responsáveis por levar ao pai o nome do diplomata, seguindo indicação do guru Olavo de Carvalho. Esta foi a primeira escolha para composição dos ministérios em que a indicação do filho de Bolsonaro prevaleceu.

Eduardo ambiciona assumir o papel de uma liderança latino-americana, ultrapassando as fronteiras do Brasil. Frequentemente, ele faz postagens em línguas estrangeiras nas redes sociais e dialoga com políticos de outros países da América Latina, dos EUA ou da Itália, por exemplo, sempre mostrando proximidade com políticos com quem compartilha a ideologia.

A indicação para chefia do Itamaraty contou também com a anuência de outro filho do presidente eleito, Carlos. Os irmãos prontamente usaram as redes sociais para referendar a escolha do futuro ministro. Além de Eduardo e Carlos, Flavio também busca influenciar as decisões do pai. Ele, contudo, ficou de fora da escolha de Araújo e já tinha viajado ao Rio quando o nome do próximo chanceler foi anunciado em Brasília.

A ideia de Eduardo é manter proximidade com o Itamaraty e lançar-se um político com conhecimento em política externa. Ele esteve recentemente nos EUA, onde se reuniu com o estrategista do presidente norte-americano Donald Trump, Steve Bannon, que declarou apoio a seu pai.

A aproximação de Eduardo com Araújo se dá, além do alinhamento ideológico e influência de Olavo de Carvalho, pelo cargo do diplomata. Na carreira há 29 anos, o embaixador é diretor do Departamento dos EUA, Canadá e Assuntos Interamericanos.

DN

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