ÚLTIMO FORAGIDO PELO FURTO DO BANCO CENTRAL É PRESO

Antônio Artenho da Cruz, o 'Bode', finalmente, foi encontrado e preso. Treze anos depois do furto milionário ao Banco Central, em Fortaleza, um dos homens apontados pela Polícia Federal (PF) como escavadores do túnel, que levava ao cofre da Instituição, foi detido em uma operação conjunta das Polícias Civil e Militar. Ele foi encontrado em sua cidade-natal, Boa Viagem (a cerca de 220Km da Capital).



'Bode' era o único acusado de participar do furto de R$ 164,7 milhões, que nunca tinha sido capturado pelo crime. Neste período, a Polícia Federal esteve perto de encontrá-lo em duas oportunidades, na fazenda do pai dele, em Boa Viagem. Em uma das ocasiões, os agentes federais seguiram os passos de um homem que vinha de São Paulo entregar dinheiro ao cearense. Entretanto, 'Bode' estava nas proximidades do imóvel, e conseguiu fugir ao ouvir a movimentação inesperada.

Sem resistência

Algumas denúncias anônimas chegaram à Polícia e davam conta da presença de 'Bode' na região, mas nenhuma se confirmou. Até que uma nova denúncia, enfim, levou os policiais até a real localização do foragido, ontem.

Equipes do Batalhão de Policiamento de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (BPRaio) e da Delegacia Municipal de Boa Viagem cercaram uma residência, na localidade de Volta do Rio, e conseguiram prender 'Bode'. O homem assumiu a identidade e os crimes imputados a ele, sem apresentar resistência.

No imóvel, a Polícia apreendeu uma espingarda calibre 36, cartuchos da mesma arma e quase R$ 4 mil em espécie. Antônio Artenho e o material apreendido foram levados até a Delegacia de Boa Viagem.

Redução da pena

A prisão do acusado pelo furto ao BC ocorreu dois dias depois de o Diário do Nordeste divulgar uma decisão recente da 12ª Vara da Justiça Federal do Ceará reduzindo três anos da pena, que 'Bode' sequer tinha começado a cumprir. O criminoso segue condenado por lavagem de dinheiro e furto qualificado.

A pena inicial do criminoso, definida pela Justiça Federal, era de 27 anos e sete meses de prisão. Em junho do ano passado, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reduziu os anos de prisão para 13; e agora, com a extinção da punibilidade dele por furto qualificado, deve ter de cumprir apenas 10 anos de prisão.

Pelo menos 133 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Federal (MPF) por participação no furto milionário. Destes, 94 foram condenados nos dez primeiros anos após o crime, ocorrido em agosto de 2005.

O último dos envolvidos no caso que havia sido detido foi Raimundo Laurindo Barbosa Neto, o 'Neto Laurindo', capturado pelo Comando Tático Rural (Cotar), em 18 de setembro deste ano. Ele é apontado pela PF como um dos líderes do grupo que planejou o furto. 'Neto' é primo de Antônio Jussivan Alves dos Santos, o 'Alemão', que seria o 'cabeça' da ação criminosa.

DIÁRIO DO NORDESTE

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