HOMEM É AGREDIDO POR GUARDA MUNICIPAL DURANTE BLITZ EM SALVADOR

A abordagem violenta de um agente da Guarda Civil Municipal (GCM) a um motociclista, durante uma blitz no bairro do Caminho das Árvores, em Salvador, será investigada pela corregedoria do órgão. A informação foi confirmada após um vídeo, que circula nas redes sociais, mostrar o servidor municipal dando socos e pontapés no homem. 


A GCM informou que tomou conhecimento da denúncia na tarde desta terça-feira, 11, e que a Corregedoria do órgão vai apurar o caso, por meio de Processo Administrativo Disciplinar (PAD). A pasta ressaltou "não compactuar com nenhum tipo de violência." 

Nas imagens, dá para ver quando o homem, na tentativa de correr, atravessa entre os carros e é perseguido pelo agente - que continua a sessão de agressões.

A ação, que aconteceu durante uma blitz da Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador), na manhã desta terça, é presenciada por outros quatro guardas e, ao menos, dois policiais militares.

O comunicado informa ainda que o órgão solicitou que a Corregedoria faça o levantamento de todas as informações relativas à operação que estava sendo realizada, e a identificação dos agentes presentes.

"[A Corregedoria] irá apurar o fato e adotar as medidas cabíveis. A Guarda Civil Municipal tem no seu propósito proporcionar conforto e segurança ao cidadão. É inadmissível comportamentos dessa natureza. Acompanharei pessoalmente as providências da Corregedoria”, afirmou o diretor de Segurança Urbana e Prevenção à Violência, Maurício Lima. 

“O norte da nossa instituição é a prevenção à violência. Todos os nossos agentes são capacitados a agirem da maneira mais cordial possível com o cidadão. Não coadunamos com nenhuma ação que venha ser evidenciada como excessiva, indicando à Corregedoria a tomada das providências cabíveis, respeitando sempre o devido processo legal e a ampla defesa para legitimar os atos processuais administrativos”, completou o inspetor-geral da GCM, Alysson Carvalho.

Apalpado

À Record TV, a vítima, que trabalha como motoboy, informou que foi revistada de forma inadequada pelo guarda. Ele explicou que foi apalpado com força nas partes íntimas, e pediu para que o agente fosse mais devagar. Nesse momento, houve um desentendimento e ele acabou sofrendo a série de agressões.

A reportagem procurou a Polícia Militar, mas não obteve retorno. Por meio de sua assessoria, a Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA) afirmou que a vítima ainda não prestou queixa do caso. A pasta informou também que não comentaria o assunto, pois "a Guarda Civil Municipal não pertence à SSP-BA".


O POVO

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