ESTUDANTE CEARENSE CRIA APARELHO PARA AVALIAR PEDRAS PRECIOSAS

Verdadeira ou falsa? Essa é a principal questão que surge quando o assunto são pedras preciosas. Na intenção de verificar a autenticidade das peças — bem como outros usos — foi que Isaac Gomes, estudante de Geologia da Universidade Federal do Ceará (UFC), desenvolveu um aparelho, batizado de “polariscópio Gomes”.


“Em 2016, eu estava no laboratório catalogando algumas coisas, e do nada veio essa ideia na minha cabeça. É uma coisa inédita. Até onde a gente sabe, aqui no departamento (que vai fazer 50 anos, em 2019), nunca alguém criou um aparelho na área de geologia”, orgulha-se o jovem que é participante do Laboratório de Gemologia da UFC.

Além de inovadora, a ideia de Isaac tem se mostrado eficaz. Por esses motivos, o universitário já entrou com o processo de patenteamento do aparelho — que caminha a bons passos. “Já passou todos os trâmites legais, e agora falta só a parte de burocracia do Governo Federal, mas já está tudo aprovado.”, revela o jovem que completa informando que "a previsão para obter o título de “inventor oficial” do objeto é no meio de 2019”, revela o futuro geólogo.

O equipamento “traz uma evidência a mais, e com isso, não é preciso passar pela fase de microscópio, pois já se vê que são imitações, podendo ser uma gema de menor valor ou até vidro”, comenta a professora Tereza Neri, coordenadora do Laboratório de Gemologia.

Em relação à aceleração garantida pelo “polariscópio Gomes”, o próprio inventor comenta os benefícios acadêmicos da criação. “Eu estou terminando meu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) agora, e estou utilizando amostras do laboratório. E analisar a gema na minha máquina é super rápido, em torno de cinco a dez minutos”, em relação ao processo de caracterização da gema — que demora uma média de duas horas para ser realizado por completo.

Apesar da contribuição acadêmica, o equipamento não substitui o atual aparelho (refratômetro). “Mas uma pessoa do comércio que vai montar em sua casa um mini-laboratório não precisaria ter dois instrumentos, podendo ter um só. Isso é importantíssimo”, complementa a professora.

“Por exemplo, o diamante não deixa passar luz. Então, seria algo útil na minha máquina, porque você comprovaria que não deixa passar. Mas outras pedras, elas deixam passar luz. Por exemplo, o rubi ele deixa passar luz. Então, se colocar na máquina, e não passar, você já descarta a possibilidade de ser rubi”, finaliza Isaac Gomes, ao explicar sobre o uso e funcionamento do “polariscópio Gomes”.

DIÁRIO DO NORDESTE

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