DURANTE AUDIÊNCIA, JUÍZA PROÍBE ADVOGADO DE BEBER ÁGUA DE TRIBUNAL DE SÃO PAULO

Durante uma audiência na Vara do Júri de Guarulhos, em São Paulo, uma juíza impediu o advogado de defesa, Fábio Tavares Sobreira, de beber a água de uma garrafa que estava na sala. A alegação da magistrada foi de que a bebida era apenas para integrantes do Tribunal e que a verba era curta. Relato do sócio do defensor, Ronaldo Dias, já tem mais de 12 mil compartilhamento no Facebook.


"Quanto custa uma garrafa da água?", questionou Dias no começo da publicação. Segundo o texto, a jurista Renata Vergara interrompeu a fala do advogado de acusação, Edson Belo, para chamar a atenção do defensor. "Meu sócio, sem palavras, pasmo, somente pode se desculpar com a juíza, parecendo não acreditar", conta. O fato aconteceu no último dia 12 de setembro.

A juíza então devolveu a palavra para o profissional interrompido, que deixou de lado a acusação para defender o colega. Ele a teria perguntado se "os advogados também não faziam parte do Tribunal". A resposta dada foi de que a água era "só para quem estava trabalhando, pois não tinham verba para comprar (água)".

"Água não se nega a qualquer ser humano que seja. Não foi um ato para economizar água e sim uma afronta a dignidade da advocacia", ponderou Edson Belo. O relato indica que, após essa situação, a juíza se levantou para pegar três garrafas d'água e oferecer aos advogados, já que a questão agora era "pessoal". 

"Já havíamos perdido a sede, e, com ela, perdido a fé na Justiça e, pior, perdido a fé no ser humano", declarou o sócio do advogado de defesa no post. O profissional que sofreu o constrangimento se pronunciou na rede social. Ele afirma que a juíza percebeu a indelicadeza e "pediu desculpas mais de uma vez".

O advogado agradeceu o apoio dos colegas, disse que falhas acontecem e que espera que todos "sejamos pessoas melhores". "Não serei hipócrita em dizer que não me abalou, pois fui pego de surpresa, a ponto de não ter palavras para refutar a interpretação equivocada da doutora Renata, que é um ser humano como eu e que merece que relevemos". 

O POVO

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