DETENTO É ENCONTRADO MORTO DENTRO DA CPPL II

Um custodiado da Casa de Privação Provisória de Liberdade Professor Clodoaldo Pinto (CPPL) II, em Itaitinga, foi encontrado morto dentro da unidade prisional no último domingo (9). A família da vítima acusa o Estado de negligência, alegando que transferiram o rapaz para o presídio em que a facção Guardiões do Estado (GDE) domina, sem ele pertencer a nenhuma organização criminosa.


Segundo o advogado Janos Roven, representante da família do detento, a mãe de José Hildo Siqueira Sá Neto soube da morte do filho somente após ir até o Complexo Penitenciário Aquiraz, nesta segunda-feira (10), para se informar sobre o horário de visita. Até o momento, ela acreditava que o filho estava no Centro de Triagem e Observação Criminológica (CTOC), já que não foi informada sobre nenhuma transferência.

Ainda conforme o advogado, José Hildo foi detido sob suspeita de roubar uma motocicleta. O advogado disse que vai tomar as devidas medidas cabíveis perante a Justiça. O laudo pericial sobre a causa da morte do interno sairá em 30 dias.

Transferência

A mãe de José Hildo falou, em entrevista exclusiva ao Diário do Nordeste, que, em nenhum momento, a Sejus informou a transferência ou a morte do filho. "Eu só soube que ele estava morto porque eu fui lá. Ninguém me disse nada. E se eu não tivesse ido, até hoje eu ia estar sem saber que o meu filho morreu?", indaga. Ela ainda afirma que um funcionário do CPPL II não esclareceu o que teria motivado a morte do filho: "ele só disse que meu filho estava no IML", complementa.

Ainda conforme ela, o filho não era de facção e foi "enviado para a morte", porque ele pediu para não ir para o CPPL II. "Foi negligência da Justiça, eles sabem quem manda nos presídios são os presos", ressalta.

Sejus

Em resposta sobre o caso, a Secretaria da Justiça informou que a "organização dos internos nos estabelecimentos prisionais é feita com o objetivo primordial de preservar a integridade física dos mesmos. Para tanto, são considerados o perfil criminológico e o grau de periculosidade, entre outros fatores, além de ser realizada uma oitiva dos internos". 

"A transferência de José Hilo Siqueira Neto para a Casa de Privação Provisória de Liberdade Professor Clodoaldo Pinto (CPPL II) cumpriu todo esse fluxo. Na madrugada de domingo (09), agentes da CPPL II entraram na unidade para socorrer o interno. José Hilo foi atendido pela equipe de saúde da unidade, mas já estava sem vida. Não havia sinais de lesão corporal. A Perícia de Forense e a Polícia Civil foram chamadas os procedimentos cabíveis".

A Sejus acrescentou, também, que não informa aos familiares sobre as transferências dos internos, por conta do grande fluxo de movimentação. "Não é informada, em nenhum caso, sobre as transferências dos detentos. As famílias devem procurar a informação no Centro de Triagem.

DIÁRIO DO NORDESTE

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