ATO ANTI-BOLSONARO TERÁ REFORÇO NA SEGURANÇA E ACOMPANHAMENTO POR DEFENSORIA E ADVOGADOS

Depois de mobilizar nas redes sociais milhões de mulheres em torno de hashtags contra o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), o grupo Mulheres Unidas Contra Bolsonaro realiza ato neste sábado, 29, em várias partes do País. Em Fortaleza, mulheres reúnem-se, às 15 horas, na Praia de Iracema, próximo ao Centro Cultural Belchior, e depois partem em direção ao Dragão do Mar. Atos culturais e políticos estão marcados ao final do percurso. Em reunião realizada, foi garantida a presença da Polícia, defensores públicos e advogados da Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares (Renap).


Uma das organizadoras do evento e militante feminista, Camila Silveira revela que medidas de segurança estão sendo tomadas para garantir que cerca de 22 mil mulheres possam se manifestar após ameaças nas redes sociais. "As mulheres estão muito preocupadas. Seja por rede social ou até mesmo usando os números de WhatsApp, homens entram no grupo se passando por mulheres e acabam nos ameaçando".

Vários ofícios foram entregues à Prefeitura, Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), Secretaria de Segurança e Defesa Social (SSPDS), Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares (Renap), Defensoria Pública Geral do Estado do Ceará. Medida foi tomada para garantir autorização para a manifestação, como também "o direito das mulheres de se manifestar", reforça Camila.

"Algumas estão dizendo que não levarão os filhos. Ficam em pânico com os relatos de agressão por essa polarização e discurso de ódio. Eles estão fazendo isso para nos intimidar, pois fazem ataques direcionados, a administradores e organizadores", conta Camila. 

A Defensoria Pública garantiu presença no ato com o Grupo de Ações Integradas de Apoio aos Eventos Promovidos por Movimentos Sociais (GAI). Profissionais estarão no local supervisionando o ato para garantir os direitos constitucionais das manifestantes. Da mesma forma, advogados da Renap oferecem ajuda jurídica aos presentes no ato. 

Ao secretário adjunto da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), Alexandre Ávila, o grupo denunciou os crimes cibernéticos de ameaça ao movimento e pediu garantia para a realização do ato. Na reunião, Ávila afirmou que é obrigação da SSPDS é garantir a livre manifestação.

O POVO Online solicitou à SSPDS informações sobre o efetivo de militares que acompanharão o ato, mas o plano de segurança ainda "está sendo construído", informou em nota a assessoria.

O POVO

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