SÃO PRESOS 34 ACUSADOS DE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER NO RJ

Rio de Janeiro. Deflagrada ontem para marcar os 12 anos da Lei Maria da Penha, a Operação da Polícia Civil em Defesa da Mulher prendeu, no Rio, pelo menos 46 acusados que tinham mandados em aberto.


A delegada Gabriela Von Beauvais, titular da Deam-Rio, informou que os mandados são de prisão temporária, preventiva e de condenação, por crimes como lesão corporal, descumprimento de medidas protetivas, estupro, estupro de vulnerável e tentativa de feminicídio. Foram 53 mandados de prisão. Gabriela destaca que foi feito esse mutirão para dar visibilidade à data.

"Nós pedimos apoio redobrado para representar pelas prisões e tentar capturar os foragidos da Justiça. Queremos reforçar na data de hoje a importância de a mulher ir à delegacia e denunciar. Esse tipo de operação é para dar visibilidade, para mostrar a essa mulher que a Polícia Civil do Rio está em defesa dela, para protegê-la da violência doméstica", disse Gabriela.

Para a delegada, a Lei Maria da Penha é um marco e ajudou a sociedade a repensar a violência contra a mulher: "Antes, o homem que agredia a mulher era considerado um covarde. Com a Lei Maria da Penha, ele é um criminoso e essa operação é para mostrar isso à sociedade".

A delegada de Nova Iguaçu, Sandra Ornelas, avaliou que a violência contra a mulher começa na educação e nos papeis sociais culturalmente determinados para homens e mulheres.

"Normalmente os homens que batem nas mulheres alegam 'eu faço o meu papel, eu saio de madrugada, trabalho, chego em casa e a comida das crianças não está pronta, a minha comida não está pronta'. Então, há a cobrança dessas obrigações e a mulher é sobrecarregada".

Estatísticas

Em pouco mais de uma década de vigência, a Lei Maria da Penha motivou o aumento das denúncias de casos de violação de direitos. Segundo o Ministério dos Direitos Humanos, que administra a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, o Ligue 180, foram registradas no primeiro semestre deste ano quase 73 mil denúncias. O resultado é bem maior do que o registrado (12 mil) em 2006.

Feminicídio

Ontem, um morador da Asa Sul, em Brasília, foi preso, suspeito de assassinar sua companheira no imóvel do casal. A Polícia Militar informou que a corporação foi acionada por vizinhos da vítima, Carla Grazielle Rodrigues Zandoná, 37 anos, que foi encontrada no pátio do prédio, na 415 sul, após cair do terceiro andar.

Em estado de saúde gravíssimo, a mulher foi hospitalizada e morreu em seguida. O marido da vítima, Jonas Zandoná, 44 anos, foi encontrado embriagado e empunhando uma faca. Ele foi encaminhado à delegacia.

DIÁRIO DO NORDESTE

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