PF PRENDE DONO DE BANCO ACUSADO DE LAVAR DINHEIRO

Rio de Janeiro. Agentes da Polícia Federal e da força-tarefa da Lava-Jato no Rio foram às ruas na sexta-feira para cumprir três mandados de prisão temporária contra suspeitos de participar do esquema de corrupção e lavagem de dinheiro comandado por Sérgio Cabral.


O principal alvo da ação, denominada "Hashtag", é o empresário Eduardo Plass, dono do TAG Bank/Panamá e presidente da gestora de recursos Opus Investimento. Ele é acusado pelos investigadores de ter usado seu banco em repasses de grandes somas de dinheiro ilegal - mais de R$ 90 milhões envolvendo a H.Stern, dos quais R$ 6 milhões ligados ao ex-governador- e foi preso em sua casa no Leblon.

Os outros dois mandados de prisão são contra Maria Ripper Kos e Priscila Moreira Iglesias, sócios de Plass na Opus, e foram cumpridos também na zona sul do Rio. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido no escritório de Plass, em Ipanema.

Segundo as informações coletadas pelo Ministério Público Federal (MPF), essa transações ilegais ocorreram entre os anos de 2009 e 2015, e comprovam "uma série de crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, pelos diretores da joalheria, que agora colaboram com as investigações do MPF".

O restante do dinheiro movimentado pelo banqueiro - aproximadamente de R$ 84 milhões- teria sido lavado por outros clientes da joalheria, nas mesmas condições suspeitas do grupo de Cabral, sem no entanto, ter nenhuma relação aparente com o ex-governador.

O MPF procura saber assim, a partir de uma lista de investigados, qual o "caminho do dinheiro" usado por Cabral e por outros suspeitos. O MPF pediu o bloqueio de R$ 181 milhões dos envolvidos a título de reparação de danos e valor equivalente a título de danos morais.

A suspeita da Lava-Jato de que o grupo liderado por Cabral usava a compra de joias para lavar dinheiro no esquema criminoso veio à tona durante a deflagração da Operação Calicute.

As investigações revelaram, a partir da prisão do ex-governador em novembro de 2016, que a ex-primeira-dama do Rio de Janeiro Adriana Ancelmo também se beneficiou do esquema, o que motivou o seu pedido de prisão 19 dias após a do marido.

'Economista de Meirelles'

O economista José Márcio Camargo, sócio da Opus e principal assessor da área econômica do candidato do MDB à presidência da República, Henrique Meirelles, disse que a gestora ainda não tem informações detalhadas sobre o que está sendo investigado na operação "Hashtag". Mesmo assim, ele contou já ter falado com Meirelles. Os dois combinaram de conversar, à medida que a situação fique mais clara, para avaliar se afeta a campanha.

DIÁRIO DO NORDESTE

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