MANUELA DIZ QUE JUNTO A HADDAD PODE VENCER

São Paulo/Curitiba. O ex-prefeito paulistano Fernando Haddad (PT) e a deputada gaúcha Manuela D'Ávila (PCdoB) afirmaram, ontem, em São Paulo, que estão prontos para andar pelo País e defender as ideias do ex-presidente Lula, preso e condenado na Operação Lava-Jato.


Com a possibilidade de a candidatura de Lula ser impedida pela Justiça Eleitoral, Manuela afirmou que Haddad e ela estão preparados para ganhar as eleições em qualquer cenário. O ex-prefeito, por sua vez, disse que a substituição de Lula será discutia em "momento adequado".

Ao falar sobre um comentário do ex-presidente Lula, de que ele estaria em "estágio probatório", Haddad afirmou ter recebido "nota dez" no primeiro dia como vice da chapa.

"Ocuparemos a vaga de vice em qualquer um dos cenários. Eu torço para que eu tome posse como vice-presidente com Luiz Inácio Lula da Silva, mas eu e o Haddad estamos prontos para vencer a eleição em qualquer cenário", disse Manuela.

"Na vida real, quem vai tirar o Temer do Jaburu sou eu", declarou a comunista, em referência à residência oficial da vice-presidência em Brasília.

Questionado após a coletiva, o coordenador da campanha presidencial do PT, José Sergio Gabrielli, também admitiu a possibilidade de o nome de Lula não estar nas urnas.

"Possibilidade existe, mas vamos lutar até o fim para que Lula seja o candidato. Lula é o candidato. Haddad é candidato a vice", declarou.

O PT pretende solicitar o registro, no próximo dia 15 de agosto, de Lula como candidato e Haddad como vice no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Conforme o acordo com o PCdoB, Haddad será substituído por Manuela na vaga quando a Justiça Eleitoral decidir sobre a condição de Lula, em setembro.

Recurso

Já a defesa de Lula recorreu, na segunda, da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou em junho um pedido de liberdade do petista, que também requeria que seu recurso, do qual desistiu na segunda, fosse analisado pela Segunda Turma da Corte, e não pelo plenário, como decidiu o ministro Edson Fachin. A defesa explica que, como Fachin ainda não homologou a desistência do outro pedido, "por cautela", os advogados resolveram recorrer da decisão de Moraes.

Assim, se Fachin decidir não aceitar a solicitação de desistência, a defesa de Lula insiste para que seu pedido de suspensão da condenação seja julgado pela Segunda Turma, composta por Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello, além de Fachin.

DIÁRIO DO NORDESTE

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