LAUDO APONTA FRATURA TÍPICA DE ESGANADURA EM ADVOGADA MORTA NO PARANÁ

Perícia realizada no corpo de Tatiane Spitzner, encontrada morta depois de cair do 4º andar em Guarapuava, no Paraná, no fim de julho, indica que a vítima sofreu fratura no pescoço típica de esganadura. O marido da advogada, o professor Luís Felipe Manvailer, é o principal suspeito pela morte. Imagens gravadas por câmeras de segurança onde morava o casal mostram o homem agredindo a esposa por 20 minutos até que ela caísse da varanda. O vídeo também mostra o homem recolhendo o corpo e posteriormente limpando marcas de sangue do elevador.



O Ministério Público do Paraná (MP-PR) tem até esta segunda-feira, 6. para oferecer denúncia à Justiça contra Luís Felipe Manvailer. Ao portal G1, o MP afirmou que deve denunciá-lo por feminicídio, com quatro agravantes, e pedir que ele vá a júri popular. Segundo o portal, que teve acesso ao laudo, foram indicadas marcas nas laterais do pescoço de Tatiane. 

A suspeita é de que Luís Felipe tenha apertado o pescoço da mulher com as mãos até provocar asfixia e fratura. Ele é lutador de artes marciais e vinha tomando suplementos alimentares e anabolizantes para ficar mais musculoso. 

Tatiane e Luís eram casados desde 2013, mas a relação era apontada por amigos e familiares como abusiva. Segundo relato de uma amiga, ele maltratava a esposa e a tratava de forma pejorativa. Ela também contou que amigas já haviam encontrado hematomas no corpo da advogada, mas ela nunca falava sobre o assunto. Conversas de Tatiane com a amiga mostram ela se referindo ao marido como “grosseiro” e “estúpido”, e dizendo que ele tinha “ódio mortal” por ela. 

Luís Felipe foi preso após sofrer um acidente de carro na BR-277, em São Miguel do Iguaçu, a 340 quilômetros de Guarapuava. Ele saiu no carro da esposa horas após o crime em direção ao Paraguai, segundo a Polícia. Ele foi indiciado pela Polícia Civil por homicídio qualificado, motivo torpe, uso de meio cruel que impossibilitou a defesa da vítima e condição do sexo feminino (feminicídio), além do furto do carro da vítima. O professor, no entanto, nega ter matado a esposa e diz que ela pulou da sacada durante discussão entre o casal.

Ainda falta à investigação os laudos da necropsia, que deve indicar se a advogada foi morta antes de cair ou com a queda do quarto andar; das perícias nos celulares de Tatiane e de Luís Felipe; e da perícia feita com ajuda de um boneco no prédio onde o casal morava.

O POVO

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