CANDIDATOS PARTICIPAM DE PRIMEIRO DEBATE

São Paulo/Porto Alegre. Oito candidatos à Presidência da República participaram, ontem à noite, do primeiro debate televisivo das eleições de 2018. O confronto começou com as respostas dos presidenciáveis sobre suas medidas de combate ao desemprego no caso de uma vitória no pleito de outubro.


Alvaro Dias (Podemos) abriu a série de respostas, mas durante um minuto e meio, tempo definido aos candidatos, apenas apresentou sua trajetória na política (apesar de ter nascido em São Paulo, ele cedo mudou para o Paraná, governou o Estado e exerceu diversos mandatos como deputado e senador). 

Em seguida, Cabo Daciolo (Patriota) fez uma crítica às palavras de Dias (“Falou e falou e não disse nada. Chega. Essa é a velha política que engana o povo”), apresentou-se como o novo na política e prometeu investir em educação, baixar juros e impostos e abrir o mercado brasileiro para gerar empregos.

Geraldo Alckimin (PSDB) foi o terceiro a responder. “O Brasil precisa crescer e para isso, precisa ter investimento, e investimento é confiança”, disse o tucano, defendendo a redução do Custo Brasil, das despesas públicas, a simplificação tributária, a desburocratização e o fechamento de acordos comerciais.

Já Marina Silva (Rede) destacou ser preciso “resgatar a credibilidade” do Brasil para a volta do investimento e abertura de vagas. “Tenho compromisso com este país de gerar renda”, afirmou lembrando seu passado pobre (“Eu sei o que é, como jovem, mulher, se ver diante da dificuldade de alimentar sua família”). Em seguida, Jair Bolsonaro (PSL) disse que o "Brasil precisa fazer comércio outros países “sem viés ideológico”, em áreas como mineração e agronegócio. “O Brasil precisa ser desregulamentado, disse, acrescentando que o trabalhador precisará abrir mão de direitos para que as empresas abram novas vagas.

Já Guilherme Boulos (PSOL) lembrou a prisão de Lula e criticou Michel Temer. “Nossa primeira medida ao tomar posse vai ser revogar as medidas tomadas pelo governo Temer, que retirou os direitos com a Reforma Trabalhista e cortou recursos sociais. Vai ter de mexer nos privilégios dos mais ricos”.

Henrique Meirelles (MDB) lembrou os indicadores econômicos quando passou pelo governo de Lula como presidente do Banco Central e foi ministro da Fazenda de Temer. 

“Não se cria emprego com grito. Com a política econômica correta, a confiança aumenta, o Brasil vai ter investimento, crescer e gerar emprego”, disse.

DIÁRIO DO NORDESTE

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