SINDICATO DENUNCIA AO MP QUE NOVOS POLICIAIS CIVIS ESTARIAM SENDO FORÇADOS A TRABALHAR DESARMADOS

O Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Ceará (Sinpol) entrou com representação junto ao Ministério Público Estadual (MPE) diante da situação dos novos integrantes da Polícia Judiciária que foram empossados nos cargos, no mês passado, e estão, até o momento, sem condições de trabalho, devido à falta de armas. Segundo a entidade, os cerca de 640 novos inspetores e escrivães estariam sendo agora pressionados a começar a trabalhar nas ruas e delegacias, desarmados, no enfrentamento à criminalidade.


A presidente do Sindicato, Ana Paula Cavalcante, concedeu entrevista a diversos órgãos de Comunicação e apontou o que ela denomina falta de planejamento da Secretaria da Segurança Pública e da própria Polícia Civil ao nomear os novos policiais e não ter adquirido à tempo o armamento necessário para a atividade de combate ao crime.

No fim de semana, a situação se agravou quando, segundo o Sinpol, a direção da Polícia Civil estaria convocando os policiais para trabalhar mesmo sem as armas. Em nota, a entidade repudiou a ordem.

Veja o teor da nota do Sinpol:

"A Diretoria do Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Ceará (Sinpol-CE) tem recebido desde o sábado (21.07), denúncias de que escrivães e inspetores recém-nomeados estariam recebendo ligações de departamentos da Delegacia Geral, convocando-os a se apresentarem nas delegacias na segunda-feira (23.07), mesmo desarmados.

Inicialmente, informamos a esses policiais que até o momento não existe nenhuma convocação oficial nesse sentido por parte da Delegacia Geral, desfazendo o que foi posto nos ofícios circulares emitidos pelos departamentos na última quinta-feira. Assim, ninguém deve se apresentar nas delegacias até manifestação oficial da Delegacia Geral.

Durante toda a última semana, esta Diretoria tentou resolver a questão por meio do diálogo, apelando para o bom senso da cúpula da DG. Expor profissionais a quaisquer riscos e ignorar a ousadia do crime organizado no Estado, cedendo a pressões de terceiros, beira à irresponsabilidade e falta de compromisso com a vida desses homens e mulheres.

O argumento apresentado é o de que escrivães e inspetores se limitariam apenas a atividades administrativas, mas a DG não explica o tratamento claramente diferenciado dado aos delegados de Polícia, que já se encontram devidamente armados. Se não há risco, porque os delegados receberam as únicas armas disponíveis?

Senhor delegado geral, Everardo Lima, a vida de um delegado vale mais que a de um inspetor ou escrivão?

Informamos que estão sendo preparadas as devidas representações em desfavor do delegado geral, pois entendemos claro ato de improbidade administrativa. Informamos ainda que o nosso corpo jurídico está à disposição para todos os que desejarem representar contra o Estado e em defesa da sua vida.

Mais um capítulo triste de uma gestão desastrada, desastrosa, sem planejamento e que, lamentavelmente, não parece se preocupar com a segurança dos seus próprios subordinados".

A Diretoria

Veja a entrevista da presidente do Sinpol à TV Cidade sobre o assunto:



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