PCC NÃO BRIGOU COM FACÇÃO CEARENSE POR SER MENOR

Com pouco mais de mil integrantes no Ceará, o Primeiro Comando da Capital (PCC) não brigou com a facção cearense Guardiões do Estado (GDE), por ter menos integrantes. A organização local tem cerca de 15 mil pessoas espalhadas nas cidades em que atua. Por conta da diferença, os grupos não entraram em guerra no ano passado, segundo informação do R7


Os dados foram obtidos com o Ministério Público do Estado de São Paulo, por meio de interceptação telefônica entre supostos integrantes da facção paulista. “Mil e pouco, como é que nós vamos declarar uma guerra com eles? Nós não podemos, não é o momento ainda”, disse o possível líder. “É, estou ligado. É a mesma coisa de se suicidar, né?”, respondeu o outro homem da ligação. De acordo com o órgão, o telefonema aconteceu às 12h09 do dia 19 de novembro do ano passado.

Os integrantes ainda criticam a maneira de trazer novos integrantes à facção cearense. “Os caras batizam qualquer um. Você não viu que o CV [Comando Vermelho] matou quatro moleques deles esses dias aí, de 12, 13 anos?”. Os homens se referiam à chacina ocorrida com adolescentes do do Centro de Semiliberdade Mártir Francisco, na Sapiranga. Os autores das execuções pertenciam ao Comando Vermelho, grupo rival. 

A investigação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do MPSP, ainda indica que sete pessoas assumiram a liderança da facção durante o período em que Marcos Willian Herbas Camacho, o Marcola, estava em regime de isolamento, no RDD (Regime Disciplinar Diferenciado) de Presidente Bernardes. 

No começo de 2018, uma das "cabeças" da facção no Ceará, Rogério Jeremias de Simone, conhecido como "Gegê do Mangue", foi morto em uma reserva indígena em Aquiraz, Região Metropolitana de Fortaleza. A vítima foi levada ao local em um helicóptero.

A VOZ DE SANTA QUITÉRIA

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