BEBÊ MORRE APÓS MÉDICO SEM REGISTRO NO CRM RECEITAR DOSAGEM 10 VEZES MAIOR DE REMÉDIO

O Ministério Público do Amazonas investiga o caso de um bebê de 10 meses que morreu após um médico sem registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) prescrever para a criança uma dosagem 10 vezes maior de um medicamento para tratar alergia. O óbito aconteceu no domingo, 8, em Santo Antônio do Içá. As informações são do G1.


O bebê chegou ao hospital do município com quadro de febre e vômito. Ele foi atendido e teve, em receita assinado pelo médico, o uso de dipirona e 25 miligramas de prometazina (medicamento usado para combater reações alérgicas) recomendado. 

Depois de receber a aplicação da medicação, o quadro do bebê piorou. O pai do bebê contou à reportagem que foi chamado pelo médico, que corrigiu a receita para 2,5 miligramas do medicamento.

"Meu filho já estava muito doente depois de dois dias, com essa superdosagem, essa overdose no seu corpo. Ele (médico) me chamou em particular, pediu a receita. Eu mostrei uma cópia e ele pegou uma caneta e acrescentou um ponto (entre o 2 e o 5). Disse, 'eu errei aqui'. Eu fiquei me perguntando, será se ele quis anular a prova?", disse Rômulo Souza, pai do bebê.

O menino foi transferido para o Hospital do Exército, mas morreu na tarde de domingo, após passar seis dias internado. A certidão de óbito acusa "edema cerebral e hemorragia intracraniana" como causa da morte.

O pai do bebê prestou depoimento no Ministério Público. Segundo o promotor de Justiça Carlos Firmino, tanto o médico como quem fez a contratação podem ser penalizados.

O POVO

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