NO CHILE, TEMER FALA DO MERCOSUL MAS EVITA CANDIDATURA

O presidente Michel Temer disse que após 19 anos de tratativas, o Mercosul e a União Europeia estão próximos de fechar um acordo "em definitivo". Ele participou nesse domingo (11) da cerimônia de posse do presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, em Valparaíso.

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O Mercosul busca diminuir as barreiras tarifárias para produtos como grãos e alimentos, dos quais são grandes exportadores.

"Temos alguns pequenos pontos para ainda resolver, mas os chanceleres da União Europeia e do Mercosul vão se reunir muito proximamente. Eu acho que, depois de 19 anos, foi isso que eu e o Macri concordamos. Nós talvez fechemos, em definitivo, o acordo Mercosul e União Europeia", disse o presidente, após ter se reunido com o presidente da Argentina, Maurício Macri.

Temer conversou com o presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, sobre um possível acordo do bloco formado pelo Brasil, Uruguai, Argentina, Paraguai e Venezuela com a Aliança do Pacífico, formada por Chile, Colômbia, México e Peru.

O acordo com o bloco vizinho gira em torno do aumento no comércio entre os países, considerado ainda baixo. Também está voltado para a diminuição de tarifas cooperação alfandegária, das barreiras não tarifárias, promoção de pequenas e médias empresas e facilitação no comércio de bens e serviços.

No sábado (10), em entrevista ao jornal chileno La Tercera, o presidente Michel Temer evitou mais uma vez responder se vai ou não disputar a eleição para presidente da República neste ano. Em vez disso, afirmou que é "candidato a entregar um País melhor a meu sucessor". O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Moreira Franco, é hoje um dos principais defensores, no Palácio do Planalto, da candidatura do chefe a um novo mandato. Em público não fala, mas nos bastidores trabalha pelo projeto.

O presidente também criticou aqueles que são contra a intervenção das Forças Armadas no Rio de Janeiro. "Estão cometendo o erro de politizar e ideologizar o risco de vida sofrido pela população do Rio", disse.

Lula

Temer também comentou a situação jurídica do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Eu gostaria que todos pudessem exercer o direito político de ser julgado nas urnas pelo povo. No entanto, temos leis e às vezes isso impõe restrições e gera controvérsias".

Falou, citando novamente Lula, sobre as denúncias enviadas ao Congresso pela Procuradoria-Geral da República. "Hoje, sabemos que a falsa 'evidência' foi produzida contra a Constituição, com a participação ilegal de promotores, que estão atualmente sob investigação. Mesmo o ex-presidente Lula recentemente reconheceu que houve uma tentativa de golpe orquestrada contra mim, que tivemos a coragem de enfrentar e vencer", disse.

Acordo

"Depois de 19 anos, nós talvez fechemos, em definitivo, o acordo Mercosul e União Europeia"

Michel Temer
Presidente da República

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