PRESIDENTE ESTADUAL DO DEM REAFIRMA APOIO AO GOVERNADOR CAMILO SANTANA

O presidente estadual do DEM, Chiquinho Feitosa, primeiro suplente de senador de Tasso Jereissati, ainda no sábado passado comunicou ao governador Camilo Santana (PT) que o partido não vai sair da base de apoio ao Governo, contestando o deputado federal Danilo Forte (DEM), defensor do rompimento do seu partido com Camilo, sob a alegação de que ele não deve "participar desse condomínio do PT e PMDB" no Ceará.


Chiquinho Feitosa não escondeu o seu descontentamento com as manifestações do deputado, publicadas na edição de sábado do Diário do Nordeste". Ele próprio se encarregou de comunicar à imprensa a sua insatisfação, afirmar que quem fala pelo DEM no Estado é ele, em consonância com Moroni Torgan, o vice-prefeito de Fortaleza.

O presidente do DEM vai estar em Brasília, nas próximas horas, para conversar com o ainda presidente do partido, senador José Agripino, e com o deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, sobre o episódio que o irritou. Ele diz estar autorizado pela direção nacional, desde que assumiu o comando do partido, em acordo com Moroni Torgan, um dos mais antigos filiados ao partido no Estado, a fazer os acordos mais convenientes ao partido.

No fim do ano passado, exatamente quando da filiação de Danilo Forte ao DEM, Rodrigo Maia esteve em Fortaleza, participou de evento social, na residência do seu correligionário, o advogado Caio Rocha, com o governador Camilo Santana, o prefeito Roberto Cláudio e o ex-governador Cid Gomes, e outras lideranças nacionais do partido.

Esse encontro, segundo o próprio Chiquinho, foi uma reafirmação da liberdade que tem o DEM, no Estado, de firmar suas alianças locais, ressalvado o interesse nacional da agremiação, com chances de ter um candidato a presidente.

Danilo, que era aliado do governador Camilo Santana, ainda quando estava no PMDB e depois no PSB, e mesmo até recentemente, no DEM, rompeu com o Governo. Só com a sua declaração defendendo uma intervenção federal na área da Segurança do Ceará o rompimento passou a ser do conhecimento público. Governistas ficaram surpresos com o discurso do deputado.

Bancada

Danilo chegou a ser o principal articulador dos contatos do governador Camilo Santana com agentes do Governo Federal, em razão da dificuldade que ele tinha por ser adversário do presidente Michel Temer. Nessa relação política de Danilo com Camilo, o deputado chegou, inclusive, a nomear o atual secretário das Cidades, Jesualdo Farias, hoje um provável concorrente de Danilo, pois é apontado como um dos candidatos à Câmara dos Deputados pelo esquema do Palácio da Abolição.

Com a aproximação do senador Eunício Oliveira de Camilo, passando a ser o elo entre os interesses do Estado e os vários setores do Governo Temer, Danilo perdeu espaços. O deputado não tem falado sobre as razões do seu afastamento do Governo, mas, para justificar o rompimento do DEM com a administração estadual, ele alega razões de interesse nacional da sigla, neste momento, em profunda transformação, com as ideias novas, segundo ele, do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do prefeito de Salvador, Antonio Carlos Magalhães Neto, futuro presidente nacional da sigla.

Antes da conversa pessoal que Chiquinho terá com a direção do partido, em Brasília, no último fim de semana ele falou com vários líderes nacionais da agremiação, ficando autorizado a dar as declarações desautorizando qualquer movimento do deputado Danilo para possibilitar a saída do partido da base governista no Ceará, assim como comunicar ao governador Camilo Santana que o DEM vai participar da campanha defendendo a sua reeleição.


DN

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