CINCO PARTIDOS DE ESQUERDA LANÇAM MANISFESTO PARA"UNIDADE PARA RECONSTRUIR O BRASIL"

Cinco partidos de centro-esquerda lançaram, ontem, por intermédio de suas fundações, o manifesto "Unidade para Reconstruir o Brasil". Assinado pelas fundações vinculadas ao PT, PDT, PSB, PSOL e PC do B, o documento não defende, explicitamente, o direito de candidatura do ex-presidente Lula.


A exclusão da expressão "eleição sem Lula é fraude" -hoje um lema petista- aconteceu a pedido do ex-ministro Ciro Gomes, que pretende concorrer à Presidência pelo PDT. Ciro avisou aos petistas que o PDT não endossaria um documento que deslegitima a eleição da qual pretende participar. Ex-ministro de Lula, Ciro pediu também que o combate à corrupção e mudanças nas diretrizes econômicas estivessem expressos no manifesto.

Entre as tarefas imediatas, o texto prega a "garantia da realização das eleições de 2018, com pleno respeito à soberania popular; e não a proposta casuística do parlamentarismo e do semipresidencialismo".

O manifesto não cita, textualmente, o direito de Lula concorrer à Presidência.

O nome do ex-presidente aparece uma única vez, quando se diz que estão sendo eliminadas ou mitigadas conquistas de natureza patriótica alcançadas nos governos Getúlio Vargas e João Goulart, "bem como o acervo de realizações do ciclo progressista de 2003-2016, dos governos Lula e Dilma". Já na apresentação do manifesto, as fundações signatárias fazem questão de frisar que essa não é a consolidação de uma aliança eleitoral entre os partidos aos quais estão vinculadas. Essa também foi uma condição imposta por Ciro. "Independentemente das estratégias e táticas eleitorais do conjunto das legendas progressistas, uma base programática convergente pode facilitar o diálogo que construa a união de amplas forças políticas, sociais, econômicas e cultural", diz o texto.

Ontem, em São Paulo, Ciro admitiu dificuldade de consolidação de uma aliança com o PT no primeiro turno das eleições. O pedetista afirmou que a assinatura pode levar a um acordo eleitoral, mas duvidou que os petistas venham a integrá-la.

O ex-ministro disse também que Lula merece ser absolvido.

Mas "lá atrás ele já deveria ter entendido que o papel dele não é estressar essa divisão do país entre ódios e paixões".


DN

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