APÓS DOIS ANOS, ECONOMIA DO CEARÁ VOLTA A CRESCER E SOBE 0,37%

Após dois anos consecutivos de queda (2015 e 2016), a atividade econômica no Ceará apresentou um crescimento de 0,37% em 2017, de acordo com o Índice de Atividade Econômica Regional do Ceará (IBCR-CE). O índice, divulgado na segunda-feira (19) pelo Banco Central (BC) apontou um avanço de 0,51% na atividade do Nordeste. Os dados são da série com ajuste sazonal. Já na passagem de novembro para dezembro, a atividade no Estado avançou 1,09%, enquanto no Nordeste o crescimento foi de 0,07% no mesmo período.

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Embora o indicador que mede a evolução da atividade econômica seja considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), este, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), só será divulgado no dia 1º de março. 

O retrospecto histórico do indicador mostra que a economia do Brasil mergulhou na crise em 2014, enquanto as economias do Nordeste e do Ceará só apresentaram resultados econômicos negativos a partir de 2015. E em 2017, a retomada do crescimento da economia nacional ocorreu de forma mais intensa, repercutindo no resultado do Estado e da Região.

Na comparação entre dezembro de 2017 com dezembro de 2016, a atividade econômica no Ceará cresceu 2,11% enquanto a do Nordeste apresentou avanço de 1,84%. Já na comparação trimestral, o Ceará apresentou queda de 0,11% enquanto a atividade do Nordeste ficou praticamente estável na passagem do terceiro para o quarto trimestre, com leve alta de 0,06%. Os dados são da série sem ajustes.

Brasil

No País, o nível de atividade econômica no país registrou crescimento de 1,04% no ano passado, na série sem ajustes do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br). Sendo o primeiro avanço em três anos de queda. A última alta anual havia sido registrada em 2013, quando houve avanço de 4,48%.

O resultado ficou dentro do esperado pelo mercado financeiro. As estimativas do mercado para 2017 variavam de +0,90% a +1,20%, com mediana de +1,10%.

Considerado uma espécie de prévia do BC para o PIB por analistas, o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. 

A previsão oficial do BC para a atividade doméstica em 2017 é de avanço de 1,0%, sendo que este número havia sido informado em dezembro. O IBGE divulgará o dado oficial do PIB do ano passado apenas no dia 1º de março. Para 2018, o BC estima um crescimento de 2,6% para a economia brasileira.

Dezembro

Após subir 0,30% em novembro (dado já revisado), a economia brasileira registrou nova alta em dezembro de 2017. O IBC-Br avançou 1,41% em dezembro ante novembro, na série com ajuste sazonal, segundo o BC.

O índice de atividade calculado pelo Banco Central passou de 137,50 pontos para 139,44 pontos na série dessazonalizada de novembro para dezembro. Este é o maior patamar para o IBC-Br com ajuste desde junho de 2015 (139,80 pontos).

A alta do IBC-Br para o mês também ficou dentro do intervalo obtido entre analistas do mercado financeiro, que esperavam resultado entre zero e +2,90% (mediana em +1,09%).

Na comparação entre os meses de dezembro de 2017 e dezembro de 2016, houve alta de 2,14% na série sem ajustes sazonais. Esta série encerrou com o IBC-Br em 136,47 pontos em dezembro, ante 133,61 pontos de dezembro do ano passado. 

4º trimestre

No acumulado do quarto trimestre de 2017, IBC-Br registrou alta de 1,26% no acumulado do quarto trimestre de 2017 na comparação com o trimestre anterior (julho a setembro) pela série ajustada do Banco Central. Já na comparação do quarto trimestre de 2017 com o quarto trimestre de 2016, o índice subiu 2,56% pela série observada.

Como de costume, o Banco Central revisou dados do Índice de Atividade Econômica na margem, na série com ajuste. Em novembro, o IBC-Br passou de +0,49% para +0,30%. Em outubro, o índice foi de +0,37% para +0,42%. No caso de setembro, a revisão foi de +0 29% para +0,38%. O dado de agosto foi de -0,33% para -0,27% e o de julho permaneceu em +0,35%. Em relação a junho, o BC substituiu a taxa de +0,53% pela de +0,48%. 

A previsão oficial do BC para a atividade doméstica em 2017 é de avanço de 1,0%, sendo que este número foi informado em dezembro. Para 2018, o BC estima um crescimento de 2,6% para a economia. 

Média móvel

Após avançar 0,37% em novembro, a média móvel trimestral do IBC-Br teve alta de 0,71% em dezembro, na série com ajuste sazonal. 

A média móvel do IBC-Br costuma ser usada como indicativo de tendências para o índice. Neste caso, o porcentual reflete a comparação entre o trimestre encerrado em dezembro e o trimestre encerrado em novembro.

No caso da série sem ajuste sazonal, a média móvel trimestral do IBC-Br teve resultado positivo de 0,25% em dezembro. Em novembro a média móvel sem ajuste havia caído 1,04%.

O que eles pensam

Cenário para 2018 é otimista

“Apesar de o Banco Central utilizar uma metodologia diferente da utilizada no cálculo do PIB, esses valores estão bem abaixo da expectativa para 2017. A estimativa é que o Estado apresente um crescimento em torno de 1,5%. Em 2017, nós vimos a saída da crise após o segundo trimestre, que apresentou crescimento após oito trimestre seguidos de queda”.

Nicolino Trompieri
Coordenador de contas regionais do Ipece

“Para apresentar resultados melhores do que o nacional, a economia regional e local depende, em grande medida, da aceleração do mercado de trabalho, sobretudo, em razão dos seus efeitos no comércio e no setor de serviços, pois são forças motrizes do crescimento econômico no Ceará. O cenário econômico cearense para o ano de 2018 é otimista”.


DN

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