APÓS DENÚNCIA UM ÁUDIO INDICA COAÇÃO DE CRISTIANE BRASIL A SERVIDORES POR VOTOS E É INVESTIGADA PELO MINISTÉRIO PÚBLICO POR ASSOCIAÇÃO AO TRÁFICO

Reportagem do Fantástico veiculada ontem exibiu um áudio da deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ), então secretária do Envelhecimento e Qualidade de Vida do Rio, em 2014, supostamente coagindo funcionários a conseguirem votos para ela nas eleições. "Eu só tenho um jeito de manter o emprego de vocês. Me elegendo", disse a então candidata a deputada federal. Segundo a reportagem, o áudio é de uma reunião na pasta com cerca de 50 servidores. Em nota ao Fantástico, Cristiane disse que "jamais infringiu qualquer norma ética ou jurídica relacionada às eleições". 

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O jornal "O Estado de S. Paulo" revelou anteontem que a deputada é alvo de inquérito que apura suspeitas de associação para o tráfico.

Apenas um mês desde a nomeação de Cristiane Brasil por Michel Temer para o cargo de ministra do Trabalho, a deputada federal já soma uma série de polêmicas, tais como dívidas trabalhistas, posse suspensa, e a mais recente suspeita de associação com o tráfico de drogas.

Cristiane está sendo alvo de um inquérito que apura sobre a associação dela com traficantes cariocas durante a campanha eleitoral de 2010.

A investigação foi enviada nessa sexta-feira (02), à Procuradoria Geral da República (PGR), em Brasília, já que ela possui foro privilegiado.

O inquérito também apura suposto envolvimento no caso do deputado estadual Marcus Vinicius (PTB), ex-cunhado da parlamentar, e três assessores dela na época, acusados de dar dinheiro a traficantes de Cavalcanti, bairro pobre da zona norte da cidade, e uma das bases eleitorais da deputada.

"Direito exclusivo" de campanha

Segundo o inquérito, assessores de Cristiane – que na época era vereadora licenciada e comandava uma secretaria municipal na gestão Eduardo Paes (MDB) – pagaram a traficantes para ter “direito exclusivo” de fazer campanha na região.

Cristiane não se candidatou em 2010, mas naquele ano apoiou a candidatura de Vinicius – então seu cunhado – à reeleição. Ela se candidatou e foi eleita deputada em 2014. Cristiane e Vinicius negam todas as acusações.

O inquérito investiga também se líderes comunitários foram coagidos pelos criminosos a fazer campanha eleitoral. Nas denúncias há referências a “Zezito”, apontado como chefe do tráfico das comunidades Vila Primavera, Parque Silva Vale e JJ Cowsert, localizadas no bairro de Cavalcanti. Uma líder comunitária relatou na investigação formal que foi ameaçada porque não participou de panfletagem da campanha da hoje ministra nomeada.

A posse de Cristiane segue suspensa por decisão da ministra Carmen Lúcia.


DN

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