GERALDO ALCKMIN PRESTA APOIO A TEMER SOBRE SEGUNDA DENÚNCIA

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), avaliou ontem, que a segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer não deverá prosperar na Câmara, tal como ocorreu com a primeira. Ele contou que, mais cedo, em encontro no Planalto, disse ao presidente que manterá a mesma postura de antes.


"Não vou interferir. Isso é assunto dos deputados". A Câmara não autorizou o prosseguimento da primeira denúncia contra o presidente da República.

Alckmin defendeu a mudança do modelo institucional das denúncias contra o presidente, pois o atual "é coisa do tempo do império". Para o governador, não deveria ser necessária a autorização da Câmara para investigar, da mesma forma que não há a autorização do Legislativo para investigar governadores e prefeitos. Por outro lado, não deveria haver o afastamento pela denúncia - pois ela ocorre sem condenação, avaliou o tucano.

Defesa

Os advogados do presidente entregarão, hoje, à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, a defesa dele contra a denúncia. Segundo o vice-líder do governo na Casa, Beto Mansur (PRB-SP), cada um dos três denunciados (Temer e os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e Moreira Franco, da Secretaria-Geral) deve se defender separadamente. Eles foram acusados dos crimes de obstrução da justiça e organização criminosa.

Beto Mansur, responsável pelo levantamento de votos dos parlamentares na primeira e nesta denúncia, demonstrou otimismo com o placar a ser alcançado na votação na CCJ.

A contagem do prazo para o início dos trabalhos da CCJ se após a apresentação da última defesa de Temer. A partir daí, a comissão tem cinco sessões para apreciar a matéria, votar e encaminhar a deliberação ao plenário da Câmara.


DN

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