CEARÁ TEM 56% DAS RODOVIAS FEDERAIS EM BOM ESTADO E 20% RUINS E PÉSSIMAS

O Ceará tem 1.974 quilômetros de rodovias federais em bom estado de conservação, o que representa 56% da malha rodoviária federal do Estado. Outros 705 (20%) quilômetros estão em situação regular e 846 quilômetros (24%) se encontram em situação ruim ou péssima.

Foto: (Marcelo Prest/ A Gazeta)

Este foi o resultado do relatório produzido pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), após percorrer mais de 52 mil quilômetros pelas estradas pavimentadas do país, dos quais 36.400 quilômetros de rodovias federais estão em bom estado de conversação.

A avaliação das BRs foi feita por meio do Índice de Condição da Manutenção (ICM). Desenvolvido pela equipe técnica do DNIT, o ICM é o indicador para gestão da malha federal que utiliza os mesmos critérios considerados nos projetos da Autarquia, responsável pelas obras de implantação, pavimentação, duplicação e manutenção das rodovias. Portanto, de acordo com o ICM, quase 70% das estradas apresentam boas condições, enquanto cerca de 30% estão entre regular, ruim e péssimo.

Os levantamentos são realizados quilômetro por quilômetro, utilizando como base o ICM. A equipe do DNIT percorre a rodovia a uma velocidade de 60 km/h e, com o equipamento estabelecendo o georreferenciamento da pista por satélite, preenche os dados de cada segmento, usando um aplicativo criado pelos engenheiros do órgão. As rodovias em pista simples são avaliadas somente em um sentido, considerando as duas faixas. As rodovias em pista dupla são avaliadas de forma independente para cada sentido de tráfego.

Situação das estradas do Ceará, segundo estudo realizado pelo DNIT.

Metodologia

Os critérios para avaliação do pavimento levam em consideração a ocorrência e frequência de defeitos no pavimento. Já os critérios para avaliação da conservação levam em consideração a situação da roçada (altura da vegetação), da drenagem (dispositivos superficiais) e da sinalização (elementos verticais e horizontais).

O ICM é obtido a partir da soma do índice do pavimento, que tem maior peso (70%), com o índice da conservação. Se o ICM é menor do que 30, a rodovia apresenta “bom” estado de manutenção e requer apenas serviços de conserva rotineira. Se o valor do ICM estiver entre 30 e 50, a rodovia apresenta situação “regular” e requer serviços de conserva leve.

Se o ICM estiver entre 50 e 70, a rodovia está em estado “ruim” de manutenção e requer serviços de conserva pesada – nível 1. Se o ICM for maior que 70, a rodovia é considerada em estado “péssimo”, o que requer serviços de conserva pesada nível 2 (mais profunda).


G1

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