RELATOR DA COMISSÃO PARLAMENTAR MISTA DA JBS DESCARTA OUVIR PRESIDENTE

Relator da CPMI da JBS, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) confirmou, ontem, que a comissão pode vir a ouvir alguns dos implicados na delação premiada de executivos do grupo J&F, embora esta não seja a prioridade.


O presidente do colegiado, senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) disse que o ex-deputado e ex-auxiliar do presidente Michel Temer Rodrigo Rocha Loures, e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), citados na colaboração premiada dos irmãos Joesley e Wesley Batista, devem ser chamados para prestar esclarecimentos.

"Os delatados podem vir a ser ouvidos. Nós temos que avançar, que começar. Temos um tempo que gostaria até que fosse mais breve. Estamos estabelecendo um plano de trabalho no sentido de que nenhum requerimento seja reprovado", disse Marun ao chegar à reunião que deve analisar parte dos requerimentos de convocação.

Loures está preso após ser flagrado carregando uma mala com R$ 500 mil. O dinheiro, segundo os delatores, era propina que havia sido negociada com o próprio presidente.

Questionado se pretende chamar também Temer, o deputado descartou a possibilidade. "A princípio, salvo se aparecer algum tipo de prova inequívoca de ato ilícito, não é minha intenção convidar o presidente", afirmou.

Na pauta da reunião de ontem, a terceira da CPMI, havia 118 requerimentos, incluindo a convocação de nomes como o dos delatores e de envolvidos na delação, como o ex-procurador-geral Rodrigo Janot.

Já o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) ajuizou, ontem, um mandado de segurança no STF em que pede a suspensão da CPMI da JBS no Congresso. Segundo ele, o propósito da comissão é o revanchismo contra membros do MP e do Judiciário.


DN

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