PRESO JOESLEY BATISTA DIZ TER 'NOVOS AÚDIOS'

Os executivos da J&F Joesley Batista e Ricardo Saud chegaram a Brasília, na tarde de ontem, em um avião da Polícia Federal (PF). O avião pousou no Aeroporto de Brasília por volta das 15h20. Os delatores passaram a última noite na carceragem da PF em São Paulo.


No caminho do Aeroporto de Congonhas, Joesley ficou no banco de trás no carro da PF e carregava, nas mãos, um terço. Eles chegaram em viaturas descaracterizadas. Também ontem, em São Paulo, agentes da PF cumpriram quatro mandados de busca: nas casas de Joesley, Saud e Francisco de Assis e Silva, advogado da empresa, além de ir até a sede da companhia.

Joesley e Saud ficarão presos em celas separadas na Superintendência da PF. Os delatores da J&F não terão conforto algum: cada um tem direito a uma cela de 9 m². O vaso sanitário fica no chão e o banho é frio (não há sequer chuveiro, apenas um cano na parede).

Outras gravações

No documento em que pediu a prisão de Joesley, Saud e Marcello Miller, o procurador-geral Rodrigo Janot aponta a omissão de outras gravações feitas por delatores da J&F, uma delas citando o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo.

No depoimento prestado na Procuradoria-Geral da República na quinta (7), Saud admitiu que Cardozo foi gravado em um encontro na casa de Joesley. A gravação de Cardozo teria gerado uma "briga" entre Miller e os delatores porque o ex-procurador não teria aprovado a atitude.

Joesley afirmou que acertou contratos fictícios com o escritório de Marco Aurélio Carvalho, sócio de Cardozo. O empresário contou que os contratos serviam para manter "boa relação" com o ex-ministro da Justiça. Joesley disse ainda que possui mais gravações feitas com diferentes pessoas, incluindo uma conversa com o Cardozo e que "pode entregar" todas as gravações.


DN

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