PENA DE JOSÉ DIRCEU CHEGA A QUASE 31 ANOS E JOÃO VACCARI É ABSOLVIDO

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) aumentou em 10 anos -atingindo um total de 30 anos e nove meses de prisão- a pena imposta ao ex-ministro José Dirceu (Casa Civil/Governo Lula), réu na apelação criminal do núcleo Engevix. A decisão foi tomada em julgamento concluído ontem. Em primeira instância, Zé Dirceu havia sido condenado a 20 anos e dez meses de prisão pelo juiz Sérgio Moro.


O relator do caso no TRF4, desembargador Gebran Neto, havia votado pelo aumento em dobro da punição a Dirceu, ou seja, 41 anos de cadeia. O resultado final ficou em 30 anos e nove meses. O TRF4, de segunda instância, é o tribunal de apelação dos casos da Lava-Jato. Na avaliação da defesa do ex-ministro há o que comemorar.

"Quanto à pena não deixa de ser uma vitória já que caminhávamos para mais de 40 anos de condenação. Há muito trabalho pela frente e acredito no sucesso", declarou Roberto Podval, defensor de Dirceu.

Também tiveram as condenações confirmadas o ex-diretor da Petrobras Renato Duque e o ex-vice-presidente da Engevix Gerson de Mello Almada. Já o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto foi absolvido pelo tribunal por insuficiência de provas.

O julgamento iniciou no dia 13 e teve pedido de vista do desembargador federal Victor Luiz dos Santos Laus. Essa é a 18ª apelação criminal da Operação Lava-Jato julgada pelo tribunal.

O processo incluiu ainda três réus ligados a Dirceu, os ex-sócios da JD Consultoria, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, irmão do ex-ministro, e Júlio Cesar Santos, e o ex-assessor Roberto Marques, que tiveram as penas elevadas. Dois réus sócios da Engevix, os executivos José Antunes Sobrinho e Cristiano Kok, tiveram a absolvição mantida.


DN

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