MINISTRO EDSON FACHIN ENVIA PEDIDO DE ABERTURA DE INQUÉRITO CONTRA O PRESIDENTE TEMER A PRESIDENTE DO STF

O ministro Edson Fachin, do Supremo, encaminhou para a presidente do STF, Cármen Lúcia, um pedido de abertura de inquérito contra o presidente Michel Temer, por suspeita de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A suspeita é que a edição de um decreto, para o setor de portos, tenha beneficiado uma empresa.

Janot

Rodrigo Janot pediu que o caso seja sorteado para um novo relator, por não ter relação com a Lava-Jato.

Essa denúncia foi apresentada, inicialmente, em junho. O então relator, Fachin, quis saber se Janot queria uma nova investigação ou preferiria reabrir um inquérito antigo, já arquivado, sobre supostas irregularidades em portos. Janot defendeu a abertura de um novo inquérito.

O Palácio do Planalto declarou que houve um debate amplo com o setor antes da publicação do decreto e que todos os dados são públicos.

Segunda denúncia

Também ontem, o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy (PSDB), afirmou que o Temer está tranquilo e preparado para enfrentar uma eventual segunda denúncia contra ele apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Segundo o tucano, Temer está confiante de que uma segunda acusação será barrada na Câmara, assim como aconteceu com a primeira denúncia, que foi rejeitada no início de agosto deste ano.

"(O presidente) continua muito tranquilo, preparado para qualquer tipo de especulação que venha, como foi na primeira, e confiante que isso não vai prosperar", afirmou Imbassahy em entrevista à imprensa, após participar de almoço na residência oficial do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em Brasília. O encontro durou mais de três horas e contou com a presença do presidente Michel Temer e outros ministros.

O ministro da Secretaria de Governo afirmou que todos os integrantes do governo estão "estarrecidos" com os últimos acontecimentos envolvendo "essa dupla" de delatores do grupo J&F: Joesley Batista, um dos donos da empresa, e Ricardo Saud, ex-diretor de Relações Institucionais do grupo.


DN

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