MICHEL TEMER E MINISTROS SÃO NOTIFICADOS DE DENÚNCIA

O presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) foram notificados, ontem, da denúncia apresentada pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, que acusa os peemedebistas de obstrução de justiça e organização criminosa.
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A notificação foi levada ao Palácio do Planalto pelo primeiro secretário da Câmara, Fernando Giacobo (PR-PR), depois de dois adiamentos por conta de problemas operacionais no sistema da Câmara. O deputado levou o documento até a Secretaria de Assuntos Jurídicos da Casa Civil. A notificação foi assinada pelo subchefe de Assuntos Jurídicos, Gustavo do Vale Rocha, às 15h02.

"Acho que, quanto mais rápido passar essa questão, melhor para o País", disse Giacobo.

O deputado explicou o adiamento da notificação por duas vezes e disse que os problemas técnicos foram causados porque arquivos vieram muito pesados.

A denúncia agora será encaminhada para a CCJ, onde começará a tramitação. A defesa de Temer, que será separada da dos ministros, deve ser entregue apenas na semana que vem.

Ontem, Temer recebeu no Palácio do Planalto o advogado Eduardo Carnelós, que o defenderá na denúncia por formação de quadrilha e obstrução de Justiça. Carnelós, que substitui o criminalista Antonio Mariz na defesa de Temer.

Na sexta-feira ou no fim de semana, possivelmente, o presidente irá a São Paulo para um novo encontro com o advogado para finalizar a defesa a ser apresentada.

Já o presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), decidiu acatar a decisão da Secretaria-Geral da Mesa e defendeu que a denúncia contra Temer, e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral) seja analisada em um único processo, com um único relator, que pode ser anunciado hoje, em seguida a reunião dos líderes partidários no colegiado marcada para as 9h30. Eles devem decidir detalhes do procedimento a ser adotado.

Temer voltou a intensificar as agendas, recebendo parlamentares de meia em meia hora.

Troca-troca

A CCJ sofreu mais uma alteração em sua composição. O PSDB tirou João Gualberto (BA) da suplência e formalizou sua ida para a vaga de titular na comissão. Gualberto liderou a coleta de assinaturas para um dos pedidos de impeachment contra Temer.

A primeira mudança na CCJ desde que a denúncia chegou à Câmara foi nas fileiras do PTB. O partido tirou Nelson Marquezelli (SP) da suplência e o colocou na vaga de titular. Marquezelli votou com o governo na primeira denúncia.


DN

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