LULA E DILMA REBATEM ACUSAÇÕES DE APÓS DEPOIMENTO-BOMBA DE PALOCCI

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, ontem, que está "muito decepcionado" com o ex-ministro Antonio Palocci. Negando o teor das declarações de Palocci, Lula se queixou, em conversas, de expressões usadas em seu depoimento, como "pacto de sangue" e "propina".

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Segundo petistas, já havia a expectativa de que Palocci buscasse viabilizar um acordo de delação premiada. Mas Lula ficou abalado com os termos empregados pelo antigo colaborador.

Amigos de Lula lembram que o ex-presidente costuma justificar o depoimento do empresário Léo Pinheiro, argumentando que ele é um homem de idade avançada e sofreu forte pressão.

A justificativa, porém, não se aplica a Palocci, "que foi rápido demais" e teria se limitado a ataques contra Lula.


Em uma tentativa de estimular os petistas com quem conversou, Lula afirmou que manterá sua agenda política, que inclui a edição de uma caravana no Pontal do Paranapanema.

O ex-ministro Gilberto Carvalho afirma que Lula está bem. "E disse que, depois desta caravana, nada consegue abatê-lo".

A programação de viagens é, para petistas, uma tentativa de reanimar o ex-presidente. Antes de sair em caravana pelo Nordeste no mês passado, Lula disse a aliados que não suportava mais ter sua agenda consumida por reuniões com seus advogados.

Já a ex-presidente Dilma declarou também ontem, que o relato do ex-ministro Antônio Palocci (Casa Civil e Fazenda/Governos Lula e Dilma) "é uma ficção". Em nota, a petista reagiu enfaticamente às acusações. Segundo Dilma, todo o conteúdo das supostas conversas descritas por Palocci com sua participação - mesmo quando ela assumiu a Presidência - "é uma ficção". O texto divulgado pela assessoria de Dilma aponta "um fato que desmascara as mentiras de Palocci". A Odebrecht, que ganhou a disputa junto com o grupo Changi, pagou R$ 19,018 bilhões pela outorga do Galeão. "Sem dúvida, é a maior outorga paga por aeroportos no Brasil, o que afasta a acusação de beneficiamento indevido declarada por Palocci".

Reação tucana

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), classificou como "extremamente grave" o depoimento de Antonio Palocci. Porém, projetando a disputa pela Presidência da República no ano que vem, Alckmin considerou que a polarização entre PSDB e PT ficou no passado. Já o prefeito de São Paulo, João Doria, afirmou que o depoimento mostra que o ex-presidente é um "criminoso".

"Acho que isso (polarização) passou", assinalou o governador paulista. "O depoimento é decisivo e sepulta qualquer imagem de alguém que pretenda seguir carreira pública dizendo ser honesto", disse, por sua vez, o prefeito paulistano.


DN

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