LÚCIO BOLONHA DIZ TER BUSCADO R$1 MILHÃO COM JOSÉ YUNES EX-ASSESSOR E AMIGO ÍNTIMO DE MICHEL TEMER

O corretor Lúcio Bolonha Funaro, apontado como operador de propina para políticos do PMDB, disse no anexo 8 de sua delação premiada que buscou uma caixa com R$ 1 milhão no escritório de José Yunes, ex-assessor especial e amigo íntimo do presidente Michel Temer.

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O dinheiro pertenceria a Temer a partir de um acordo de Caixa 2 feito com a Odebrecht. A quantia foi remetida a Salvador, mais especificamente para o ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), outro amigo íntimo do presidente da República, segundo o delator. O acerto do Caixa 2 com a empreiteira foi feito, conforme a delação, por Temer e pelo ministro da Casa Civil da Presidência, Eliseu Padilha.

O relato do operador corrobora uma prática que ficou evidente a partir do último dia 5: a movimentação de dinheiro vivo, em quantias milionárias, por Geddel, ex-ministro da Secretaria de Governo da Presidência.

O anexo 8 esclarece o episódio da caixa com R$ 1 milhão que apareceu no escritório de Yunes. O amigo de Temer deixou a assessoria especial da Presidência depois de vir a público a delação de Cláudio Melo Filho, ex-executivo da Odebrecht, que afirmou ter havido entrega de dinheiro vivo no escritório de Yunes em São Paulo em 2014 como parte de um acordo de doação da empreiteira acertado com Temer e Padilha.

Cabral

Dois doleiros que estão presos acusados de participar do esquema do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) prestavam serviços também para Funaro. Em anexos de sua proposta de delação premiada enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF), Funaro cita que usava Juca e Tony, apelidos de Vinicius Claret e Claudio de Souza, respectivamente, para fazer dinheiro em espécie, remessas ao exterior e entrega de valores dentro do Brasil.


DN

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