JUIZ SÉRGIO MORO NEGA PEDIDO DE DEFESA DE LULA PARA ADIAR DEPOIMENTOS

O juiz Sérgio Moro negou ontem o pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para suspender os interrogatórios de Marcelo Odebrecht, dono da empreiteira que leva o seu nome, e Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda, na ação em que o petista responde por supostas vantagens indevidas recebidas da Odebrecht. Na sexta-feira (1º), a defesa de Lula pediu o adiamento desses interrogatórios, alegando que não teve tempo para analisar dados dos sistemas de contabilidade paralela da companhia, anexados ao processo na semana passada.

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O depoimento de Lula está agendado para o dia 13 de setembro, em Curitiba. Antes dele, Palocci tem depoimento agendado para amanhã.

Os advogados de Lula afirmam que houve cerceamento de defesa. Dizem que não tiveram acesso à integra de todos os documentos do departamento de propina da Odebrecht - os sistemas My Web Day e Drousys - abrigados em servidores de Angola, Suíça e Suécia. Por isso, a defesa pedia prazo de 30 dias para análise, contados a partir do dia em que as informações forem disponibilizadas. No despacho, Moro discordou da argumentação da defesa de Lula. No entanto, o juiz disse que, caso seja necessário, os acusados poderão prestar novos depoimentos para complementar informações sobre documentos juntados recentemente.

Em delação premiada, o empresário Marcelo Odebrecht disse que Lula foi beneficiado com a compra, por R$ 12 milhões, de um imóvel em São Paulo que seria destinado ao Instituto Lula, mas não foi usado.

Caravana petista

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou ontem, o governo Michel Temer por extinguir a Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), na Amazônia.

"Agora querem vender a Amazônia, querem entregar a nossa água doce", declarou o petista, em Teresina, onde recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal do Piauí (UFPI). A cerimônia foi transmitida pelas redes sociais do PT.

Esta é uma das últimas paradas da caravana de Lula. Após 19 dias de trajeto, a viagem deve terminar hoje, em São Luis. Na capital maranhense, o ex-presidente deve ser recebido pelo governador Flávio Dino (PCdoB).


DN

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