EX-PRESIDENTES LULA E DILMA SÃO DENUNCIADOS NA OPERAÇÃO LAVA-JATO

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou, ontem, políticos ligados ao PT, incluindo os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff. Eles são acusados de participar de uma organização criminosa para desviar dinheiro da Petrobras.


O procurador-geral, Rodrigo Janot, também denunciou os ex-ministros da Fazenda Antonio Palocci e Guido Mantega; a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), e seu marido, o ex-ministro das Comunicações Paulo Bernardo; e os ex-tesoureiros do partido João Vaccari e Edinho Silva, atual prefeito de Araraquara (SP). O inquérito é chamado informalmente de "quadrilhão do PT", por apurar se pessoas ligadas ao partido participaram de esquema.

"Pelo menos desde meados de 2002 até 12 de maio de 2016, os denunciados integraram e estruturaram uma organização criminosa com atuação durante o período em que Lula e Dilma Rousseff sucessivamente titularizaram a Presidência da República, para cometimento de uma miríade de delitos", escreveu.

Janot apontou Lula como "grande idealizador" da organização criminosa formada no âmbito da Lava-Jato e pede pena agravada ao ex-presidente.

Ele destaca que, além do PT, "o núcleo político de referida organização era composto também" por integrantes do PMDB e do PP, "agentes públicos cujas condutas são objeto de outros inquéritos". Janot deve oferecer denúncia nos próximos dias.

A investigação foi aberta na primeira leva de inquéritos pedidos por Janot ao STF na Lava-Jato, em março de 2015. No meio do caminho, contudo, a própria PGR pediu para fatiar a investigação em 4 ramos: PP, PMDB do Senado, PMDB da Câmara e PT.

Informações prestadas pelos primeiros delatores (Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa) deram origem à investigação, que foi enriquecida com as novas colaborações premiadas, como a da Odebrecht.

Defesa

A defesa de Lula disse que a apresentação da denúncia é uma tentativa do Ministério Público Federal (MPF) de desviar o foco da polêmica sobre a legalidade das delações. O advogado de Mantega, Fabio Toffic, também vinculou a denúncia à crise causada pela delação da J&F. A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, afirmou que a peça não tem "qualquer fundamento".


DN

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