CPI DA JBS APROVA QUATRO QUEBRAS DE SIGILO, INCLUINDO A DE MILLER

Deputados e senadores da base aliada e da oposição se uniram, ontem, para aprovar por unanimidade 15 requerimentos na CPI da JBS.

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Entre as medidas adotadas estão a quebra de sigilos bancário, telefônico e de e-mail do ex-procurador da República Marcello Miller. Também foi aprovada a quebra dos sigilos telefônicos de três executivos do grupo J&F, controlador da JBS: Joesley Batista, Ricardo Saud e Francisco de Assis e Silva.

Serão solicitadas informações relativas a torres de telefonia, o que permitirá indicar o local onde cada um dos quatro estava em determinado momento, indicando assim se eles se encontraram ou não em uma ou outra ocasião.

Eventuais reuniões entre eles é importante para saber se Miller ajudou os delatores da JBS antes de deixar o Ministério Público Federal (MPF). Como procurador, ele não poderia fazer isso. Miller vem alegando que começou a trabalhar para a JBS apenas depois de deixar o cargo.

"O extrato telefônico, por óbvio, não traz os áudios das conversas, mas o local onde cada um pode nos elucidar o que aconteceu", disse o deputado Fernando Francischini (SD-PR), um dos sub-relatores da CPI.

A CPI também aprovou requerimentos para que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) levante todos os empréstimos para o grupo J&F e empresas ligadas. Também solicitou ao BNDES e sua empresa subsidiária, a BNDES-Par, cópias de todas as transações financeiras com a JBS e a J&F de 2007 a 2016.

Já o deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS), relator da CPI mista da JBS e defensor de primeira hora do presidente Michel Temer, está sendo processado por improbidade administrativa quando era presidente da Agência de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul (Agehab), destacou o jornal "O Estado de S. Paulo".

Em denúncia do Ministério Público Estadual, aceita pela Justiça, Marun é acusado, com outros 13 réus, por causar lesão ao erário em valores estimados em R$ 16,6 milhões.


DN

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