WESLEY BATISTA EM DEPOIMENTO NEGA TER USADO DADOS PRIVILEGIADOS

O empresário Wesley Batista, acionista da JBS, afirmou em depoimento na Polícia Federal, ontem, que o grupo "atua de forma padronizada há mais de cinco anos". Ele negou que o grupo tenha feito uso de informações privilegiadas das delações de seus executivos para operar recompra de ações e dólares.

A PF suspeita que o grupo tenha auferido lucros extraordinários a partir de transações no mercado de ações e câmbio com base na divulgação da delação da JBS - episódio que mergulhou o governo Michel Temer em sua pior crise política.

Na parte da manhã de ontem, Joesley Batista, irmão de Wesley, também depôs.

"Wesley explicou cada operação de recompra de ações e de hedge cambial e os critérios técnicos e econômicos adotados", disse o criminalista Pierpaolo Bottini, advogado dos Batista.

"Ele destacou que a empresa atua de forma padronizada há mais de cinco anos e não houve qualquer alteração".

O dono do grupo J&F, controlador do frigorífico JBS, Joesley Batista, também prestou depoimento, ontem na Superintendência da PF, em São Paulo, no âmbito da investigação sobre o suposto uso de informações privilegiadas em operações de vendas de ações da companhia.

Joesley negou ao delegado Edson Fábio Garutti, que investiga o caso, que tenha manipulado o mercado e feito operações fora do padrão. O empresário prestou depoimento acompanhado do advogado Pierpaollo Bottini. Entrou na sede da PF às 9h15 e deixou o local às 12h42.

No dia 28 de julho, o vice-presidente corporativo da J&F, Francisco de Assis e Silva, também delator em acordo com a Procuradoria, prestou depoimento à Polícia Federal negando qualquer irregularidade nos negócios da companhia no mercado.

Senado

Dos 21 senadores que vão compor a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do BNDES no Senado, ao menos três receberam doações do grupo J&F na eleição de 2014, incluindo o próprio presidente do colegiado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

A CPI foi instalada na semana passada e tem como objetivo investigar empréstimos feitos pelo banco que beneficiaram o conglomerado do setor de carnes.


DN

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