UNIVERSO POLÍTICO REPERCUTE DECISÃO DA CÂMARA PRÓ-GOVERNO

Diversos nomes que compõem o ambiente político brasileiro, nos três Poderes, repercutiram a decisão da Câmara de aprovar relatório favorável ao presidente da República Michel Temer (PMDB-SP), em votação realizada na quarta (2).


A ex-presidente Dilma Rousseff disse que deputados que garantiram a vitória de Temer na Câmara são os mesmos que deram início ao seu impeachment e que elegeram Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A petista também citou Renan Calheiros (PMDB-AL), dando-lhe razão quando diz que "Cunha governa desde a prisão de Curitiba".

"Os deputados que, ontem, salvaram o presidente golpista de ser julgado no STF por crime de corrupção são os mesmos que, no ano passado, deram início ao impeachment fraudulento", afirmou.

Potencial candidata à Presidência pela Rede Sustentabilidade, a ex-senadora e ex-ministra Marina Silva publicou um vídeo na madrugada de ontem, após a votação da Câmara que barrou a denúncia contra Temer.

Crítica do arquivamento da acusação, Marina chamou resultado de "repugnante" e disse que recebeu a notícia com "grande indignação".

A ex-ministra também defendeu que o crescimento econômico, justificativa usada por muitos parlamentares que votaram a favor do presidente, "não pode ser transformado em sinônimo de impunidade". "É com grande indignação que recebemos o resultado da votação que decidiu absolver o presidente Temer da grave denuncia por corrupção passiva feita pelo Ministério Público Federal", disse em vídeo publicado em seu Twitter.

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que a decisão da Câmara foi "estritamente política". Na avaliação do ministro, o resultado da votação na Câmara traz mais estabilidade ao País.

"É o sistema e foi uma decisão estritamente política. A essa altura precisamos nos preocupar com o Brasil, com a correção de rumos, com o saneamento da situação econômico-financeira que reflete no social, com o desemprego em massa. Essa é que deve ser a preocupação maior", disse o ministro.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, foi na mesma linha e disse que a decisão dos deputados traz estabilidade para o País. "Isso é uma questão da competência da Câmara. O sistema de 'checks and balances' (sistema de freios e contrapesos) está funcionando", afirmou.

O ministro Luis Roberto Barroso, do STF, afirmou que a "operação abafa" contra a corrupção é uma realidade visível e ostensiva atualmente.

Sem citar nomes ou eventos específicos, Barroso afirmou que existe uma legião de pessoas que gostaria que o Brasil continue a ser "o País feio e desonesto que criamos".

"A operação abafa é uma realidade visível e ostensiva no Brasil de hoje. Há muita resistência às mudanças que precisam ser feitas", disse Barroso.


DN

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