TEMER DIZ QUE O 'GOVERNO É QUASE PARLAMENTARISTA'

O presidente da República, Michel Temer, disse, ontem, que tem simpatia pelo parlamentarismo e que o Brasil, hoje adepto do presidencialismo, pode caminhar para isso.

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"De alguma maneira, estamos fazendo quase um pré-exercício do parlamentarismo. Em várias oportunidades, o Legislativo era tido como um apêndice do Executivo. No meu governo, não. O Legislativo é parceiro do Executivo. Temos trabalhado juntos", afirmou em São Paulo, onde participou de evento da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores.

Se o Brasil caminhar de fato para o parlamentarismo, Temer acredita que deveria ser adotado o modelo francês ou o modelo português, "em que o presidente da República, eleito, tem uma presença significativa no espectro governativo".

"Se pudesse ser em 2018, seria ótimo, mas quem sabe se prepara o Parlamentarismo para 2022" comentou.

A manifestação a favor da adoção do parlamentarismo ocorre dois dias depois de Temer ter discutido o assunto com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, que também é ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). No domingo, Temer e Gilmar jantaram juntos no Palácio do Jaburu.

PSDB

O evento da Fenabrave também contou com a presença do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Temer afirmou que o tucano "tem sido um extraordinário colaborador" e "reitera seu apoio" à gestão federal.

O presidente disse que os dois não conversaram sobre o desembarque do PSDB do governo. O evento contou ainda com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM) -que defende a manutenção dos tucanos, que comanda quatro ministérios no Planalto.

Depois da votação da denúncia contra Temer na Câmara dos deputados, no último dia 2, Maia reforçou que estava comprometido com o governo para que reformas como a da Previdência fossem aprovadas.

No mesmo dia, Alckmin havia dito que, em 50 dias, depois de ajudar na votação das reformas, o partido deveria entregar os cargos no governo. Ao discursar para uma plateia de executivos no congresso, Alckmin disse que Temer podia "contar conosco para ajudar em todas as reformas para ajudar na retomada do crescimento e do emprego".

Depois, em seu discurso, Temer se dirigiu a Alckmin, possível candidato tucano ao Planalto em 2018, para dizer que seu governo fazia as reformas para que o seu sucesso pudesse "colocar os trilhos no lugar".

O governador saiu do evento sem conversar com a imprensa. A reunião de Temer com Alckmin acontece um dia depois de o presidente se reunir com o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), afilhado político do governador e também possível candidato à Presidência.


DN

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