TASSO RECEBE APOIO DE PREFEITOS DO PARTIDO PSDB

O senador Tasso Jereissati (CE), presidente interino do PSDB, recebeu, ontem, o apoio de prefeitos do partido para permanecer no cargo pelo menos até o mês de dezembro, quando será realizada a convenção nacional da legenda.

tasso

O gesto acontece no momento em que tucanos aliados ao senador Aécio Neves (MG) e afinados com o presidente Michel Temer pressionam o senador Tasso a deixar o comando interino do partido. A crise se transformou em racha aberta após o senador cearense colocar na TV um programa partidário com críticas ao Governo Federal e uma "autocrítica" pelo fato de o partido ter feito parte do "presidencialismo de cooptação" praticado na administração Temer.

"Todo mundo deu apoio ao Tasso para que ele fique na presidência do PSDB até o final do mandato, em dezembro, e, se pleitear, também depois disso", disse o prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando.

Entre outros prefeitos tucanos, estavam presentes Nelson Marchesan (Porto Alegre) e Duarte Nogueira (Ribeirão Preto). O líder do PSDB na Câmara, Ricardo Tripoli (SP) também esteve na reunião, que aconteceu no gabinete de Tasso no Senado.

MBL

Tasso fez aceno ao MBL (Movimento Brasil Livre), ontem, após manifestações de setores do partido contrárias à aproximação do grupo de direita liberal com parlamentares tucanos, de olho em 2018. O senador enviou uma mensagem de áudio para os coordenadores do movimento, afirmando que vê com satisfação a aproximação do grupo com o partido. Ele afirmou estar de "braços abertos" para o MBL.

Tasso também disse que o partido está passando por mudanças e estimula o diálogo com o movimento. "Ver esse tipo de abertura mostra um amadurecimento de um setor do PSDB", afirma o coordenador do MBL Renan Santos. "Esses novos atores do PSDB têm algo a falar, porque a classe política no geral está desconectada das ruas".

Um grupo de cerca de oito deputados tucanos, ligados a Tasso, querem a parceria com o MBL, que ganhou visibilidade ao convocar atos pelo impeachment da petista Dilma Rousseff.

Eles afirmam que com a permanência do senador cearense no comando do partido, a possibilidade de abandonar a sigla se tornou mais remota, mas não está excluída caso os planos da ala tucana pró-Temer de retomar o controle se concretizem.


DN

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