PELA TERCEIRA VEZ O MINISTRO GILMAR MENDES VOLTA A SER ALVO DE SUSPEIÇÃO

A Procuradoria da República no Rio enviou, ontem, o terceiro pedido de suspeição do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot.


O objetivo é impedi-lo de julgar casos relativos ao empresário de ônibus do Rio de Janeiro Jacob Barata Filho.

Os procuradores descobriram que no dia 23 de novembro de 2015 Barata Filho enviou flores ao casal Gilmar e Guiomar Mendes, no valor de R$ 200,10, o que demonstra a relação de intimidade, conforme eles, entre o ministro e o empresário.

Na semana passada, Janot pediu ao STF que declarasse a suspeição de Gilmar tanto com relação a Barata Filho quanto a Lélis Teixeira, também empresário do ramo, ambos investigados e presos pela operação Ponto Final da Polícia Federal.

Na segunda-feira (28), a presidente da corte, ministra Cármen Lúcia, notificou o colega.

Nos três pedidos, os procuradores sustentam que a proximidade de Gilmar e Barata Filho o impede de atuar. O ministro foi padrinho de casamento da filha de Barata Filho, Maria Beatriz Barata, em julho de 2013, com Francisco Feitosa Filho, que é sobrinho de Gilmar, ressaltam os procuradores da República.

Além disso, sua mulher, Guiomar Mendes, trabalha num escritório de advocacia que defende investigados da Lava-Jato (o do advogado Sergio Bermudes, não citado nominalmente). Um dia após a ministra Cármen Lúcia, presidente do STF, notificar Gilmar sobre dois pedidos de suspeição feitos pela Procuradoria-Geral da República contra ele, colegas de Corte evitaram comentar o assunto.

"Não falo sobre isso pedido de suspeição. Em relação a esse rapaz não falo", disse o ministro Marco Aurélio Mello, um dos mais frequentes adversários de Gilmar Mendes em debates acalorados no plenário do STF. Ele costuma se referir ao colega de toga como "Todo Poderoso".

Viagem à Romênia

Gilmar Mendes, que está na Romênia em viagem oficial, se manifestará nos autos sobre o pedido de suspeição, segundo informou a assessoria do ministro e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


DN

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