MINISTRO GILMAR MENDES SAI EM DEFESA A TEMER SOBRE O SEMIPRESIDENCIALISMO NO BRASIL

Dois dias após participar de um encontro com o presidente Michel Temer e o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), fora da agenda oficial, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes defendeu, ontem, a adoção do semipresidencialismo no Brasil.


Em meio a críticas ao veto de empresas financiarem campanhas eleitorais, ele também disse que o fundo de R$ 3,6 bilhões seria insuficiente para o custeio de campanhas de deputados em 2018, se o sistema eleitoral não for modificado.

Ele diz que em 2014 foram gastos pelo menos R$ 5 bilhões para as campanhas dos parlamentares e "logo, isso não seria suficiente para custear uma campanha nos mesmos termos".

Durante evento sobre reforma política em São Paulo, no qual foi alvo de vaias e protestos, o ministro e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disse que debateu mudanças no sistema político com Temer no último sábado.

"Proponho que pensemos alguma coisa próxima ao semipresidencialismo", defendeu Gilmar, durante fórum organizado pelo jornal "O Estado de S. Paulo". Durante sua fala, na plateia, integrantes de movimentos sociais usaram narizes de palhaço.

Antes de o presidente do TSE chegar, um homem identificado como Ricardo Rocchi, que se diz integrante do movimento "Tomataço", foi retirado do auditório pela segurança do evento.

Ele pretendia atirar tomates contra Gilmar.

No modelo defendido por Mendes e por partidos da base aliada de Temer, o presidente continua sendo eleito para ser o chefe de Estado e exercer o "poder moderador", enquanto o primeiro-ministro assume a função de chefe de governo.

Crime organizado

Embora já tenha declarado apoio a esse sistema de governo em outras ocasiões, o ministro afirmou que a modificação se faz necessária para separar as crises do governo das "crises de Estado". "Os presidentes são cada vez mais dependentes da Câmara", observou.

O presidente do TSE também afirmou que já há sinais "claros" no Brasil da presença do crime organizado na política, como ocorre no México, país que visitou recentemente. Segundo ele, dados do TSE sugerem o uso de laranjas para doação eleitoral.


DN

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