INQUÉRITO DE AÉCIO NEVES É REDISTRIBUÍDO PARA EDSON FACHIN

Um dos inquéritos contra o senador Aécio Neves no Supremo Tribunal Federal (STF) foi redistribuído para o ministro Edson Fachin, ontem. Aécio é investigado por suposto recebimento de propina da Odebrecht para ajudar a empreiteira na construção das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia.

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A redistribuição ocorreu em resposta à defesa de Aécio, que pedia o encaminhamento do inquérito para o ministro Gilmar Mendes. A defesa alegou que a investigação trata de supostas irregularidades no setor elétrico, assim como outro inquérito contra o senador que já é relatado por Gilmar sobre distribuição de propina no caso de Furnas. Fachin, porém, avaliou que os temas não são correlatos e que a redistribuição deveria ocorrer por meio de sorteio eletrônico.

Casos semelhantes

Por serem investigados em casos semelhantes, outros cinco políticos com foro privilegiado também tiveram processos redistribuídos para Fachin no sorteio: o líder do governo no Senado, os senadores Romero Jucá (PMDB-RR), Ivo Cassol (PP-RO), Valdir Raupp (PMDB-RO), Edison Lobão (PMDB-MA) e o deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP). Para Fachin, todos os inquéritos "versam sobre as atuações espúrias do grupo Odebrecht no âmbito do 'Projeto Madeira'".

Relator da Lava-Jato, foi o próprio Fachin quem pediu a redistribuição dos casos, mas acabou sendo sorteado novamente. Ao solicitar a redistribuição em bloco ele justificou que, embora os inquéritos possuam conexão entre si, não têm relação com a Operação Lava-Jato, motivo pelo qual os processos haviam sido encaminhado para ele inicialmente.


DN

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