EM REUNIÃO MINISTERIAL TEMER PEDE EMPENHO PARA VOTAR META FISCAL

Na reunião ministerial, convocada um dia antes de se ausentar do País por uma semana, o presidente Michel Temer pediu empenho de todos os ministros políticos do governo para tentar garantir a aprovação, o mais rápido possível, de preferência ainda até hoje, do projeto de lei que eleva para R$ 159 bilhões as metas fiscais para este e o próximo ano.


O presidente também fez questão de avisar a todos que "a Reforma da Previdência não foi abandonada", ao contrário, será levada adiante porque ela terá de ser feita, de qualquer jeito, e se for levada à frente, agora, facilitará o próximo governo que for eleito. Temer quer ver aprovado ainda neste período de sua viagem a nova TLP, taxa de empréstimos do BNDES e Refis.

O presidente está muito preocupado com o entrave na máquina pública e precisa da aprovação do aumento da meta para poder liberar os gastos públicos e investimento em setores estratégico. "Se não aprovarmos a nova meta, vamos ter que cortar fundo no orçamento de todos", avisou. Temer mandou ainda que todos entreguem um balanço das suas principais ações do governo em suas pastas, nos últimos 15 meses. O objetivo é responder às críticas e mostrar que o governo está trabalhando e como está trabalhando, para apresentar resultados à sociedade.

Temer quer, ainda, empenho e alerta de ministros e líderes na defesa do seu governo, ainda mais neste momento em que há uma expectativa de que o procurador da República, Rodrigo Janot, poderá apresentar a segunda denúncia contra ele, quando estiver viajando para a China, para a reunião dos Brics.

Temer deve embarcar para a China hoje e retornar a Brasília no dia 6 de setembro.

No país asiático, ele participará da reunião do Brics, grupo que reúne o Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul. A 9ª cúpula do bloco ocorrerá entre 3 e 5 de setembro na cidade chinesa de Xiamen e terá como um dos temas o fortalecimento da cooperação econômica entre os países-membros. Enquanto Michel Temer estiver fora do Brasil, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, assume interinamente a presidência da República.

Temer recebeu, ontem, Maia. No encontro, também estava presente o deputado André Fufuca (PP-MA), que comandará a Câmara no lugar de Maia durante os oito dias que o presidente estará na China. Fufuquinha, como é conhecido em seu Estado, destacou-se como um fiel escudeiro do hoje deputado cassado (e preso pela Lava Jato) Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Indicações

Em entrevista coletiva após a reunião ministerial, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que o governo não teme retaliações por estar demitindo do governo aliados de deputados de partidos da base que votaram a favor da aceitação da denúncia por corrupção passiva contra o Temer.

Segundo o ministro da Casa Civil, o governo está dando "tratamento correspondente" a esses parlamentares.

"Só houve e só haverá demissão nas indicações de parlamentares que resolveram não se perfilar com o governo. O que está se dando é um tratamento correspondente", afirmou o ministro.

Após comentar o clima da reunião, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, defendeu que a área econômica é hoje a principal fonte de entusiasmo no governo.

Meirelles afirmou que o clima do encontro foi forte, de "confiança" e de "entusiasmo" com o que já foi feito e está sendo feito pelo governo.


DN

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