EM JULHO PRESÍDIOS TÊM MAIOR NÚMERO DE MORTOS

A violência percebida nas ruas se estende às unidades prisionais. Julho foi o mês com o maior número de mortes de detentos, em 2017, no Sistema Penitenciário do Ceará. De acordo com levantamento da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), somente nesse mês, cinco presos acabaram mortos.

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Os assassinatos foram registrados em unidades prisionais localizadas nos municípios de Pacatuba, Maracanaú, Sobral e Itatinga - onde aconteceram dois casos. De janeiro a julho deste ano, são onze homicídios dentro dos presídios cearenses.

No mês mais violento do ano, algumas das mortes teriam sido motivadas pelo que aconteceu fora do Sistema Penitenciário. No último dia 21, o interno Francisco Rogério Soares Pereira teria sido morto por Iranildo Antônio de Araújo, na Penitenciária Industrial e Regional de Sobral. Suspeito e vítima estavam presos por ter assassinado duas crianças em Viçosa do Ceará.

Já no último dia 28, um preso foi morto e teve o corpo queimado, na Cadeia Pública de Maracanaú. José Airton Lima da Silva havia dado entrada na Unidade no dia anterior. A principal suspeita é que ele fosse membro da facção Guardiões do Estado (GDE) e tivesse transgredido alguma regra do grupo.

Para o presidente do Conselho Penitenciário do Ceará (Copen), advogado Cláudio Justa, o baixo efetivo de agentes penitenciários, a forte presença das facções criminosas e a superlotação carcerária inviabilizam a segurança interna.

"Hoje, a prisão não deixou de ser um local seguro só para os presos. Ela também não é segura para a sociedade. A realidade é que os presídios são uma continuidade delitiva. Lá, os detentos ordenam práticas criminosas ou, quando são os ordenados, eles mesmo as praticam", disse o presidente do Copen.

Em nota, a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) informou que, sempre que identifica potencial risco à vida dos internos, realiza o remanejamento entre as Unidades Prisionais, seja no Interior ou na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Conforme a Pasta, a Coordenadoria Especial do Sistema Prisional (Coesp) tem reforçado o controle de acesso nas unidades para coibir o uso e a entrada de objetos utilizados para os conflitos.

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