CEARÁ CAI NO RANKING DE DOAÇÕES DE ÓRGÃOS

O número de doação de órgãos no Estado foi menor em comparação ao primeiro semestre deste ano e igual período de 2016. Segundo estudo mensal da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), em levantamento do Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), o Ceará teve queda de 14,8% nos procedimentos, o equivalente a 20,7 pessoas por milhão de população (pmp). O Estado caiu uma posição no ranking nacional de transplantes, passando de 5º para 6º neste ano.

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Alguns órgãos puxaram essa redução. Em 2016, ocorreram 124 transplantes de rins; já em 2017, o número caiu para 99. A queda é equivalente a 20%. As intervenções cirúrgicas do coração também tiveram baixa de 14 para 13 transplantes, uma diminuição de 7%.

Apesar dos baixos índices, houve crescimento nos transplantes hepáticos no Ceará, tanto com doador falecido (6,9%) quanto com doador vivo (13,4%). Os destaques são para o Distrito Federal (30,2 pmp), Ceará (22,1 pmp) e Paraná (21,9), os três apresentaram as maiores taxas de procedimentos cirúrgicos do tipo. Deve ser salientada a alta taxa de transplantes no Acre (14,7 pmp), o único Estado da Região Norte a realizar transplantes hepáticos.

Diferente dos demais órgãos, as cirurgias de fígado aumentaram. Neste semestre foram 99, enquanto no ano anterior eram 90, um crescimento de 10%. Já o transplante pulmonar diminuiu 6,5%. O procedimento só é realizado no Rio Grande do Sul, São Paulo e Ceará, tendo uma taxa irrisória de 0,4 pacientes por milhão da população.

O número de pacientes ativos na lista de espera no mês de junho deste ano caiu em comparação com igual mês do ano passado. Em 2016 eram 1.155 pessoas aguardando um órgão; neste ano, o número caiu para 716, uma queda de 38%.

Na avaliação da ABTO, a taxa de doadores efetivos aumentou 11,8% neste semestre, tendo passado de 14,6 pmp para 16,2 pmp, dando a perspectiva de que podemos atingir a meta proposta para o ano (16,5 pmp). "Esse crescimento foi decorrente do aumento da taxa de notificação de potenciais doadores de 4,5% (51,4 pmp) e da taxa de efetivação da doação de 7,2% (31,4%). Para alcançar o objetivo do ano, necessitamos apenas crescer 2% na taxa de notificação (52,5 pmp) e 0,5% na taxa de efetivação (31,8%)", diz a instituição em estudo.

Reconhecimento

Uma das ações realizadas no Ceará para incentivo à doação de órgãos e a importância do gesto é a campanha "Doe de Coração", promovida pela Fundação Edson Queiroz. O objetivo da campanha, que completa 15 anos nesta ano, é contribuir na disseminação de informações - em veículos como jornal, televisão, rádio e outras mídias - sobre ser um doador de órgão. A campanha da Fundação é reconhecida pela ABTO.


DN

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