VÍTIMA DE TIROTEIO NA PRAIA DE IRACEMA FOI USADA COMO ESCUDO HUMANO

Em entrevista, uma das vítimas que esteve no aterro da Praia de Iracema durante tiroteio, na noite desse sábado (29), foi usada como escudo humano.

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Uma vendedora de 37 anos, que preferiu não se identificar, praticava exercícios no espigão da rua João Cordeiro, quando percebeu que o local, em determinado momento, ficou bastante vazio. Quando tentou retornar ao encontro de suas amigas, ela se viu no meio do conflito.

"Eu terminei meus exercícios, guardei meu celular e fui no sentido da avenida Beira-Mar para encontrar minhas amigas, quando ouvi o barulho, mas não reconheci como tiro. Continuei andando e ouvi novamente os disparos e vi um cara com uma arma na mão", explica a vítima.

Ela lembra que teve a intenção de se jogar no chão para se desviar do tiroteio, indo em direção à mureta do espigão, quando Francisco Wildson Silva entrou na sua frente e a fez de escudo. "O outro evitou disparar, mas na hora que fui tentar sair, ele atirou e os estilhaços penetraram na minha canela", afirma a vendedora.

De acordo com a vítima, Francisco Wildson Silva saiu do espigão e foi em direção ao aterrinho. "Nesse momento, eu vi que o cara da arma ficou olhando, mas eu logo saí. Foi quando ele começou a dar vários disparos. Foram muitos", recorda.

A vendedora é da cidade de Praia Grande, litoral de São Paulo, e mora há 3 anos em Fortaleza. "Um policial à paisana me socorreu, ele perguntou se eu queria registrar B.O., mas eu morro de medo dessas coisas. Eu não sabia o que era aquilo. Também fiquei com medo de perder o movimento do meu pé", esclarece.

Atendimento e atestado médico

A vendedora foi em vários hospitais para conseguir atendimento. Ela relata que chegou a ser encaminhada ao Frotinha da Parangaba, Hospital Geral de Fortaleza (HGF), mas só foi atendida no Instituto Doutor José Frota (IJF).

"Os estilhaços estão alojados na minha perna direita. No momento, não é recomendado fazer cirurgia; a não ser que me incomode. São dois pedaços que vão ficar alojados", afirma a vítima, que encontra-se com um atestado médico de 10 dias.



DN

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