TEMER PRESSIONADO POR BUSCA DE APOIO, TENTAR GARANTIR A COESÃO DA BASE

Na semana que antecede a previsão para que a Câmara dos Deputados aprecie a denúncia contra ele por corrupção passiva, o presidente Michel Temer segue em busca de agendas positivas. Para hoje, há pelo menos duas cerimônias previstas no Palácio do Planalto. Às 11h, está marcada a cerimônia de posse do jornalista Sérgio Sá Leitão no Ministério da Cultura.


O cargo estava vago desde 18 de maio, quando o deputado Roberto Freire (PPS-SP) deixou o posto, após a divulgação da delação do Grupo J&F, que atingiu Temer. Com a imagem fragilizada pela denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República, Temer abriu mão de uma indicação política e decidiu agradar ao setor artístico com a nomeação do jornalista.

À tarde, às 16h, haverá o lançamento do Programa de Revitalização da Indústria Mineral Brasileira. Entre as medidas que devem ser anunciadas está a criação da Agência Nacional da Mineração, que ficará no lugar do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).

Há a previsão de que seja anunciado um ajuste na Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), que era considerada bastante defasada. Além disso, está prevista a regulamentação do código de mineração.

Ainda sem confirmação oficial, mas no radar do Planalto, está pelo menos mais uma cerimônia nesta semana. Possivelmente, na quinta-feira, Temer deve fazer um evento com os presidentes dos consórcios vencedores dos leilões de aeroportos: Fortaleza, Salvador, Florianópolis e Porto Alegre.

Paralelo à busca por agendas econômicas, Temer segue em conversas com parlamentares, mesmo com a maior parte fora de Brasília. O vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, deputado Beto Mansur (PRB-SP), foi um dos escalados para fazer a contagem dos votos e também articular quorum para a sessão do dia 2 de agosto. A leitura do parecer será no dia 1º.

Mansur afirmou, ontem, que o governo trabalha para conquistar 300 votos para derrubar a denúncia. Nas suas contas, são agora 80 os indecisos que podem ser convencidos a votar contra o pedido de abertura de investigação. A Câmara tem 513 deputados. Temer precisa de 342 votos. Outro integrante da tropa de choque, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) também é um dos poucos parlamentares que estão esta semana em Brasília atuando para derrubar a denúncia no plenário da Câmara.


DN

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