TEMER DIZ QUE RESPEITARÁ DECISÃO QUE VIER DA CÂMARA

O presidente Michel Temer afirmou, ontem, que respeitará a decisão da Câmara em relação à autorização para que ele seja processado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).


No lançamento do Plano Safra, ele cobrou agilidade dos deputados nesse processo. Disse que o País não pode esperar e precisa de respostas rápidas. Rebateu os argumentos de que, se a economia vai bem, não precisa de governo e frisou enfaticamente que foi sob sua gestão que o País entrou nos trilhos.

Aceno ao mercado

Na solenidade, ele mandou um recado não apenas para os parlamentares, mas também para o mercado financeiro. Vários analistas já trabalham com a possibilidade de o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), assumir o governo.

Temer disse ainda que a arrumação é feita para que quem for eleito no ano que vem assuma o governo com o País reorganizado. "Este governo que está colocando o trem nos trilhos para que quem chegar em 2019, possa acompanhar a locomotiva nos trilhos no lugar".

Com a voz falhando em alguns momentos, Temer disse, ontem, que tem orgulho de presidir o Brasil e de "ter feito tanto pelo País como não se fez nos 20 anos passados". Aplaudido por uma claque de moradores do Distrito Federal, o presidente agradeceu aos parlamentares que expressaram sua indignação contra as "injustiças" ditas na CCJ.

"Para não dizer que não falei de flores, quero agradecer enormemente àqueles que no dia de ontem usaram da sua palavra, da sua oratória, da sua emoção e mais particularmente da sua indignação contra o que ouviram ontem na comissão", afirmou.

Temer acrescentou que estará "obediente" ao que a Câmara decidir. "Mas não vamos tolerar que paralisem o País", disse.

Ausência simbólica

No fim da tarde, Temer chegou, ao Salão Nobre do Palácio do Planalto, para o segundo evento do dia, acompanhado de diversos ministros. Uma ausência no grupo foi percebida. Maia, que havia sido convidado e em sua agenda oficial tinha confirmado presença não compareceu.

O convite a Maia tinha também como objetivo arrefecer os rumores de desgaste na relação de Temer com o presidente da Câmara dos Deputados.

Apesar da ausência simbólica de ontem, Temer recebeu Maia no Jaburu, no dia anterior, e, segundo fontes, fez apelos para que ele paute a apreciação da denúncia no Plenário na próxima sexta-feira (14).

Maia também teria voltado a reiterar a fidelidade ao presidente Michel Temer em conversa com o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão.

O gestor fluminense esteve com Maia para pedir apoio ao presidente da Câmara nas negociações em torno do acordo de recuperação fiscal do Estado.


DN

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